Trimestre positivo para os escritórios

Publicado: 29/05/2009 em gerais, mercado imobiliário
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SÃO PAULO, 28 de maio de 2009 – Apesar de a crise ter estacionado no Brasil em meados de setembro do ano passado, os reflexos para o mercado de escritórios não foram tão grandes. De acordo com dados do relatório trimestral da Colliers, divulgados com exclusividade à Gazeta Mercantil, a oferta de lajes classificadas como A e A+ – mais conhecida como triple A -, nos primeiros três meses do ano, ficou no mesmo patamar do mesmo período de 2008.

Em comparação ao último trimestre de 2008, houve um acréscimo de 7% do estoque nos três primeiros meses de 2009, que correspondem a mais de 92 mil metros quadrados de novos escritórios em São Paulo. Já comparado ao primeiro trimestre de 2008, o crescimento do mercado foi da ordem de 13%, o que significa um acréscimo de mais 157 mil metros quadrados disponíveis.

A vacância atingiu neste trimestre a casa dos 6%, contra 4,6% no fechamento do quarto trimestre do ano passado. “Esse número se deve à crise, à pouca oferta no fim de 2008 e às eventuais devoluções”, afirma André Strumpf, diretor de área de escritórios da Colliers. “Estamos ainda encontrando um equilíbrio. Até agosto, a demanda era enorme, mas houve uma interrupção deste ciclo. Este ano é o da cautela”, conclui.
A companhia prevê que até dezembro a vacância deve atingir a casa dos 11%. “Não é um número ruim, um mercado saudável tem o índice de 10% a 12%”, afirma Strumpf. A vacância deve aumentar, principalmente, por causa da cautela que os investidores tem tido em alugar escritórios. “As companhias têm feito projeções mais cautelosas. Além disso, com o aumento das fusões e aquisições, tem sido entregues diversas áreas antes ocupadas. Consequentemente, as empresas estão em busca de lajes cada vez maiores”, diz o executivo.

Para este ano, espera-se a entrega de 214 mil metros quadrados de novas áreas de escritórios, mas 32% deste estoque já possui locatários. Isso pode impactar os valores do aluguel do metro quadrado, que devem cair, “mas nada mais do que 8%, em média”. “As mudanças dos preços vão ser pontuais, e não valem para todos os empreendimentos, principalmente para aqueles localizados em áreas com pouca oferta, como a Avenida Faria Lima”, completa Strumpf.
De acordo com o diretor da Colliers, a projeção de entrega de escritórios, em 2010, é de 160 mil metros quadrados, sendo que a média anual histórica é de 200 mil metros quadrados. Já em 2011, devem ser entregues 330 mil metros quadrados, contra 550 mil metros quadrados, em 2012, quando chegam ao mercado grandes empreendimentos.

“Aos poucos, o capital externo está voltando para o País. Mas agora os investidores estão procurando imóveis performados, ou seja, que estão alugados e estão dando retornos imediatos. Antes, qualquer lançamento era o suficiente”, diz Strump. Ele acrescenta que até 2008 o prazo de entrega dos imóveis era de 24 meses, mas agora as companhias aumentaram para 36 meses. “Isso foi feito em função dos financiamentos, que continuam difícieis.”

Regiões
A capital paulista possui 1,2 milhão de metros quadrados de escritórios de alto padrão, número significativo dentre o universo de 5 milhões de metros quadrados de lajes em São Paulo. O bairro da Barra Funda, por exemplo, tem quatro edifícios A ou A+ e o estoque da região é de mais de 74 mil metros quadrados. A taxa de vacância é de 2,5% e o valor médio de locação é de R$ 57 por metro quadrado. A Berrini, por sua vez, tem sete prédios, um estoque de 81 mil metros quadrados, taxa de vacância de 12,1%. A absorção é de 2.468 metros quadrados e o valor médio de locação é de R$ 67.
A Avenida Paulista e a Chácara Santo Antônio têm, cada uma, oito empreendimentos A ou A+. A diferença é que a vacância da avenida é de 14%, enquanto do bairro é de 0,7%. A Avenida Faria Lima, por sua vez, tem 12 edifícios, um estoque de 219 mil metros quadrados, 6,5% de vacância e o valor médio é de R$ 125 por metro quadrado. Mas a região mais representativa é a Marginal Pinheiros, com 17 edifícios, 209 mil metros quadrados de estoque e vacância de 7,2%. (Natália Flach – Gazeta Mercantil)

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