Companhias investem em sistemas para unir o mundo real ao virtual

Publicado: 05/08/2009 em mercado imobiliário, tecnologia
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Integrar os mundos real e virtual é um desejo do ser humano explorado centenas de vezes pela literatura, cinema, televisão e internet. No dia a dia, entretanto, essa mistura tem esbarrado em limitações tecnológicas que tornam a experiência não muito agradável e que acabam adiando a concretização deste sonho.

Mas a rápida evolução da internet e a popularização das câmeras digitais está deixando cada vez mais próximo o momento em que o real e o virtual irão se misturar da mesma maneira – ou até melhor – do que o que foi tantas vezes previsto pela ficção científica.

Muito utilizadas no Japão, Estados Unidos e Europa atualmente, duas inovações estão criando expectativas e movimentando o mercado de tecnologia também no Brasil: a realidade aumentada e os Quick Response Code (QR Code).

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 Os dois sistemas têm funcionamento muito parecido. Um código impresso em uma folha de papel ou outra superfície é captado pela câmera de um celular ou uma webcam e convertido por um software específico em uma animação, texto, ou link de internet. O que diferencia uma da outra é a sua aplicação. “A realidade aumentada é mais dinâmica, permite mais interação. O QR Code tem uma característica mais informativa”, diz Gustavo Colossi, diretor de marketing da GM.

No começo do ano, a montadora usou a realidade aumentada na campanha de lançamento do Vectra GT Remix, carro voltado para o público jovem. A proposta era permitir a interação do internauta com um jogo de corrida usando o anúncio impresso em uma folha de papel como volante. Quem completasse o trajeto de forma correta ganhava acesso a uma música exclusiva em formato MP3. Em quinze dias, foram feitos 20 mil downloads, quantidade planejada para dois meses, segundo Colossi. “Valeu o investimento adicional de apostar em algo novo”, diz. De acordo com ele, a tecnologia foi apresentada à montadora por sua agência de publicidade no fim de 2008.

Quem também está apostando na realidade aumentada é a construtora Tenda, voltada às classes C e D. A ideia, segundo a empresa, é oferecer aos clientes uma opção para visualizar a arquitetura, infraestrutura e decoração dos projetos imobiliários.

Leonardo Dias, diretor da Taxi.Labs, afirma que um projeto de realidade aumentada pode começar custando menos de R$ 20 mil e fica mais caro dependendo do tipo de interação e conteúdo que será apresentado. Em um primeiro momento são criados os conteúdos em duas, três dimensões, ou vídeo. Depois com sistemas específicos é desenhada sua interação com a realidade.

Para Marcio Aguiar, consultor de tecnologia da Absolut Technologies, o uso da realidade aumentada como ferramenta de marketing representa apenas 10% do que a tecnologia permite fazer. Segundo ele, a empresa já fez um projeto que misturou realidade virtual e aumentada para a instalação de um novo equipamento no chão de fábrica de uma montadora. “Ainda deve-se ouvir muito sobre o assunto nos próximos dois anos”, diz Aguiar. Neste prazo, a realidade aumentada ainda deve ser adicionada aos sistemas da AutoDesk, desenvolvedora do software de engenharia AutoCAD. “É a evolução do desenho em três dimensões”, diz Acir Marteleto, diretor geral da empresa

Já o QR Code pode ser considerado a evolução do tradicional código de barras. Desenvolvida no Japão, a tecnologia já é aplicada em remédios, eliminando a impressão de bulas; em produtos alimentícios e até em anúncios de emprego que ficam nas paredes das estações de metrô em Tóquio. Algumas empresas, como a fabricante de celulares Nokia, já substituíram o código de barras pelo QR Code na fabricação de seus produtos.

No Brasil o sistema desembarcou oficialmente em 2007 pelas mãos da rede varejista Fast Shop. Uma série de anúncios da empresa trazia o código QR. Ao apontar a câmera do celular para a página, o leitor era enviado ao site da empresa, onde estavam anunciadas as ofertas. Eduardo Novogrebelski, diretor de operações da agência de comunicação Dentsu, chama atenção para o fato de o QR Code ser uma tecnologia barata, que permite a criação de campanhas publicitárias econômicas e abrangentes, uma vez que o código pode ser levado a diversas pessoas. “Falamos de um investimento de milhares e não milhões de reais”, diz.

No fim do ano passado, a operadora Claro também aderiu ao novo código. A tecnologia foi usada na campanha de Natal e acabou sendo adotada em seu programa de relacionamento com os assinantes. O cartão enviado aos clientes tem um código QR que tem a função de levá-lo a um site da empresa, mas que no futuro também poderá ser usado para a oferta de benefícios.

Colossi, da GM, afirma que a empresa avalia o uso do sistema, e que até o fim do ano a montadora pode aderir ao conceito.

 

Fonte:Valor Econômico

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