Ha algum tempo ouço Romeo Busarello, diretor da Tecnisa falar que lá eles tem um “vagabundo”.

A brincadeira se refere ao fato de que outros profissionais da empresa têm a impressão de que o gerente de mídias sociais da empresa, Beto Aloureiro, passa o dia numa boa, apenas navegando no Facebook, Orkut, Twitter e afins.  Fica “sem fazer nada de produtivo” o dia todo.

Talvez este exemplo mostre o quanto as empresas estão despreparadas para as redes sociais, mesmo que entendam a necessidade de estarem presentes e quererem utilizá-las para valorizar suas marcar – e não nos enganemos – vender mais. Mais do que propaganda, uma atuação consciente nas mídias sociais é uma resolução estratégica para as empresas.

Lembro-me de que, quando comecei com a internet, em 1995, a maioria das empresas queria “estar na rede”, mas não sabia nem como, nem o que colocar. Navegar pelos sites das empresas na época era encontrar fotos dos presidentes, catálogos online, bonequinhos animados dizendo que as áreas dos sites estavam em construção e coisas assim.

Foi preciso alguns anos e muito investimento – de tempo e dinheiro – para que as empresas começassem a entender que, mais do que estar na rede, é preciso interagir com quem visita o site. Este novo meio de comunicação impactou diversas áreas das empresas e fez com que a forma como nos comunicamos com os clientes fossem repensadas.

Em 2002/2003 quando comecei com a área de vendas online da Cyrela Incorporadora, ouvia muita coisa do tipo: “ninguém vai comprar imóveis pela internet”. Alguns meses depois vendemos a cobertura de um prédio de alto padrão nos Jardins, em São Paulo, em que o cliente, que morava nos EUA, veio apenas para assinar o contrato.

Hoje, é unanimidade que a grande mídia para o mercado imobiliário é a internet e, mais do que a forma de comunicação predileta dos clientes, é a mais barata para as empresas.

Voltando a falar de mídias sociais, na Frias Neto (imobiliária em que trabalho), fechamos no mês passado uma locação em que o primeiro contato foi pelo Twitter. Mérito da área de marketing da empresa e da corretora online Daniele, que identificaram a necessidade da cliente, fizeram a indicação dos imóveis pelo próprio Twitter e agendaram as visitas. Veja matéria no blog da Frias Neto: http://friasneto.wordpress.com/2011/03/01/frias-neto-usa-midias-sociais-para-atendimento-a-clientes/

O perfil da cliente? Geração Y!

Talvez você até me diga: “Mas é uma pequena fatia da população que pertence a esta geração e, muitas vezes, não tem potencial para compra de imóveis.” O mesmo que se pensava sobre quem acessava a internet há alguns anos e que – podemos notar – estava errado.

De qualquer forma, o impacto das redes sociais nas empresas parece ser irreversível e as que conseguirem transitar nas redes, sem ser invasivo, mas construindo sua marca e oferecendo serviços diferenciados,  estarão sempre um passo à frente do seus concorrentes.

Para finalizar o assunto do “vagabundo” da Tecnisa, veja abaixo um info gráfico interessante, publicado pela Social Cast sobre o dia-a-dia de um profissional especializado na gestão de mídias sociais.

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