O bom momento por que passa o mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos, e em especial o do estado do Rio de Janeiro, pode bem ser comprovado no acompanhamento dos números apresentados pelo Secovi-Rio. A entidade, que comemora 70 anos em 2012, tem um raio x completo de um segmento que reúne mais de 33 mil condomínios, 5.400 administradoras e imobiliárias, gerando 100 mil empregos diretos e R$ 1 bilhão em salários e encargos.

A disparada de preços verificada na cidade, nos últimos anos, em especial em 2010 e 2012, não pode ser atribuída unicamente a escolha do Rio de Janeiro como uma das cidades-sede da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016. Segundo o presidente do Secovi-Rio, Pedro Wahmann, a alta acentuada de preços dos imóveis – mesmo em regiões em que tradicionalmente não se verificava tais saltos – pode ser explicada por uma conjugação de fatores que transformaram o Rio de Janeiro em foco de atenção no País e mesmo no exterior.

“O mercado imobiliário brasileiro e o do Rio, em particular, ficaram estagnados durante anos devido a uma série de injunções. A estabilidade econômica, o controle da inflação, o aumento do emprego e do salário, bem como os grandes projetos de infraestrutura e valorização urbana do Rio valorizaram as unidades, comerciais e residenciais, quer para venda, quer para locação. O que houve, na verdade, foi uma recomposição natural de mercado. Acredito que daqui para frente não veremos a explosão de preços verificada no ano passado, mas tenho certeza que, mesmo mais moderada, essa rentabilidade se manterá”, diz Wahmann.

O presidente do Secovi-Rio diz que a execução de obras, como o da recuperação da área portuária e do centro do Rio, com o projeto Porto Maravilha, a pacificação de comunidades, com a instalação das UPPs, e o andamento de grandes projetos viários – como o da recuperação do transporte ferroviário e a inclusão de novos como o BRT – passaram a valorizar áreas até então desvalorizadas, não só nas zonas Sul e Oeste, como no próprio Centro e na Zona Norte. “O Rio vive um momento virtuoso que atrai grandes empresas até mesmo do exterior devido a projetos como o do pré-sal, responsável pela vinda de empresas e profissionais especializados.”

Fonte: Jornal do Commercio, 01/10/2012

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