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As vendas de imóveis residenciais usados em São Paulo cresceram 18,4% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento da Lello, empresa paulista de administração imobiliária no Estado responsável por 1.200 condomínios residenciais e comerciais.

Os imóveis com valores entre R$ 150 mil e R$ 300 mil foram os mais procurados, representando 64,3% do total comercializado pela administradora nos sete primeiros meses do ano. As demais unidades com preço acima de R$ 300 mil responderam por 25,6% da vendas. Somente 10% das vendas foram de lotes no valor de até R$ 150 mil, comercializados pela empresa no Litoral Norte.

Os apartamentos respondem pela maioria dos negócios vendidos (61,7%), seguido pelas casas (25,2%) e terrenos (13,1%). A procura foi aquecida em todas as regiões do centro expandido de São Paulo, com destaque para Tatuapé, Mooca e Santana.

“Neste ano observamos que muitas pessoas compraram imóveis como opção de investimento, uma vez que houve queda na rentabilidade dos fundos de renda fixa, além da turbulência do mercado de capitais”, afirma Roseli Hernandes, gerente Locação e Vendas da Lello Imóveis.

Fonte: eBand – 22/09/2009

Nos próximos 30 dias, 13 mil imóveis devem ser construídos na região metropolitana de São Paulo, em municípios com mais de 50 mil habitantes, incluindo a capital. As moradias populares poderão ser financiadas pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, por famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395). As cidades ainda não foram divulgadas.

O acordo que vai viabilizar as obras foi assinado ontem entre a Secretaria de Estado da Habitação e a Caixa Econômica Federal. Nesse caso, os governos federal e estadual entram com um subsídio para permitir os descontos concedidos aos mutuários.

De acordo com o governo estadual, os imóveis –que poderão ser apartamentos ou casas– deverão ter três dormitórios, aquecimento solar, revestimento com pisos de cerâmica e azulejos, além de pé direito de 2,60 metros.

O tamanho ainda não foi anunciado, mas poderá ficar entre 44 m2 e 64 m2 –tamanho médio dos imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Se forem essas as metragens previstas pelo governo do Estado, as unidades poderão ficar maiores do que as previstas no Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem renda de até três salários mínimos, entram no programa moradias térreas, de 35 m2, ou apartamentos, de 42 m2, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

As famílias serão selecionadas por meio dos cadastros dos programas de moradia popular das prefeituras. Segundo a Habitação, normalmente, os mutuários começam a ser chamados quando as moradias estão 80% terminadas. Ainda não há uma previsão de quanto tempo as obras levarão para ficarem prontas.

Há construções da CDHU que demoram de 15 a 18 meses.
Segundo as regras do programa Minha Casa, Minha Vida, o imóvel poderá ser financiado por até dez anos, com prestação mínima de R$ 50. Poderão ser comprometidos até 10% da renda familiar.

A correção será anual, pela TR (Taxa Referencial), que, no ano passado, ficou em 1,6%. O financiamento é feito por meio da Caixa Econômica.
O último balanço da instituição, do dia 11, aponta que, no país, desde o início do programa, foram enviadas 1.734 propostas de empreendimentos, com 332.180 unidades. Desse total, 292 foram aprovados, gerando um total de 55.606 unidades, no valor de R$ 3,44 bilhões.

Fonte: Folha Online

Banco pretende ampliar em R$ 60 bilhões o volume de crédito para pessoa física e jurídica

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, projeta volume de crédito para pessoa física e jurídica em R$ 60 bilhões em 2009, um crescimento de mais de 30% em relação a 2008. Para pessoa jurídica, o crescimento do crédito deve ser muito maior, estimou. O vice-presidente para a área de pessoa jurídica, Carlos Antonio de Brito, calcula que o crescimento em 2009 será de cerca de 100% em relação ao ano anterior.
 
No crédito imobiliário, a executiva reiterou, em Nova York, a expectativa de a CEF fechar 2009 com um volume de crédito imobiliário de R$ 39 bilhões, ante R$ 23 bilhões do ano anterior. No ano, até o dia 31 de agosto, Coelho calcula que foram investidos R$ 27 bilhões em novas unidades, consórcio imobiliário e material de construção.

“Já contratamos 509 mil operações na área imobiliária, sendo que 306 mil são novas unidades”, ponderou. A meta da CEF é contratar 400 mil novas unidades neste ano e mais 400 mil em 2010, também no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida.

No primeiro semestre, o credito imobiliário cresceu 90% em comparação ao mesmo período de 2008. Na avaliação da presidente, a CEF continuou concedendo financiamento na primeira metade do ano, mesmo com a recessão, “dotando o mercado de crédito”, em oposição ao posicionamento dos bancos privados, citou. “A CEF manteve a confiança nos fundamentos econômicos do Pais”, afirmou para a plateia.

 Fonte:Agência Estado

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, quase não consegue parar para dar entrevista depois de sua apresentação no Brazil Real Estate Conference, em Nova York. Investidores estrangeiros e executivos brasileiros, com os seus cartões em mãos para se apresentar à executiva, queriam tirar mais dúvidas sobre o plano ou simplesmente cumprimentar o seu trabalho à frente da instituição.

Depois de atender cordialmente a cada um deles, senta-se para falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, plataforma política importante do atual governo, costurada por Maria Fernanda e a ministra Dilma Roussef com 11 das maiores empresas do setor. Procura ser precisa nos números e o que não tem de cabeça providencia rapidamente via e-mail pelo seu blackberry. A CEF tem 329.836 unidades em análise, que representam 1726 empreendimentos. Desse total, 54 mil unidades já foram aprovadas (285 empreendimentos). A meta do governo é aprovar 400 mil unidades este ano e outras 400 mil em 2010 do total de 1 milhão de casas anunciado pelo programa. “33% da meta já está em análise dentro da Caixa”, diz Maria Fernanda.

A cobrança dentro e fora de “casa” é grande. A maior dúvida que o setor e os investidores têm hoje diz respeito à capacidade de colocar o programa em prática. “Esse é, sem dúvida, nosso maior desafio”, diz a presidente da Caixa. “A ministra nos pede capacidade de resposta.”

Para conseguir dar agilidade às aprovações, segundo Maria Fernanda, além de ter reduzido a burocracia de mais de 200 itens para cerca de 50, contratou 300 novos engenheiros e arquitetos desde o começo do ano. A Caixa também trabalha com cerca de duas mil empresas terceirizadas que auxiliam no trabalho de aprovação. Mas e o risco de formar uma carteira de crédito deficiente que será carregada por até 30 anos? “Simplificamos o processo, mas não alteramos o nível de avaliação de risco”, diz. “Nossa taxa de inadimplência está estável na casa de 2% e o rating de crédito da Caixa melhorou no último ano “, completa. A avaliação mais alta (AA-B) , que representava 61,4% em junho de 2008 passou para 67% em junho de 2009.
Embora a CEF seja o maior agente de crédito imobiliário no país, com 72,4% do total concedido, Maria Fernanda defende a entrada de outras instituições no programa Minha Casa, Minha Vida. O Banco do Brasil já anunciou que vai aderir, mas os bancos privados ainda não deram qualquer sinalização até porque o gestor dos recursos do FGTS é a Caixa.

O banco tem procurado fazer parcerias com as grandes empresas. Criou a figura do correspondente bancário, no qual a construtora pode adiantar boa parte do processo burocrático e só passa para a CEF a aprovação do crédito. Recentemente, abriu uma plataforma de atendimento especial para as grandes empresas e passou a centralizar o processo de aprovação das que atuam em vários estados.

Uma das críticas das construtoras em relação à Caixa está relacionada à avaliação dos imóveis – que costumavam ser subavaliados segundo as empresas. “Agora a discussão da avaliação do imóvel é feita por cada unidade da federação, que considera todos os aspectos daquela região.”
Até o fim de agosto, o volume de crédito imobiliário da CEF foi de R$ 26 bilhões, mais do que o total concedido no ano passado inteiro, quando o banco financiou R$ 23 bilhões. No primeiro semestre, houve aumento de 90% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Durante a crise, segundo a exposição feita por Maria Fernanda, a Caixa aumentou a concessão de crédito imobiliário em 51,2%, enquanto os outros bancos reduziram em 18,2%.

Fonte:Valor Online

Com a queda nas vendas de imóveis novos residenciais e na quantidade de lançamentos, o número de unidades em estoque na capital paulista é o menor de toda a série histórica da pesquisa do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo, considerando a nova metodologia iniciada em 2004.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, em julho havia 12.473 imóveis em oferta, 24,1% a menos do que no mesmo mês do ano passado e 37,7% inferior à quantidade contabilizada em dezembro. Com o agravamento da crise econômica, o ritmo de venda despencou, levando as construtoras a diminuírem os lançamentos para desovar os estoques.
Em outubro, apenas 4,9% dos imóveis à venda foram comercializados, com ligeira alta em novembro (8,4%) e dezembro (7,7%). As vendas vem se recuperando e, em julho, esse índice ficou em 14,4%, um pouco acima da meta para o ano (13,1%).
“Houve empresas que decidiram dar uma parada nos projetos, suspender a negociação de terrenos”, disse o presidente do Secovi-SP, João Crestana, ressaltando que a mudança de decisão do consumidor, de comprar ou esperar mais um pouco para adquirir uma moradia, é mais rápida do que dos empresários de retomar a produção.
Preços

Para ele, o estoque em um nível tão baixo não vai inflacionar o valor dos imóveis que estão no mercado. “O aumento é limitado pelos salários e estamos nos voltando agora para uma camada nova da população”, afirmou, referindo-se ao público que pode ser beneficiado pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, que atende famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650) e imóveis de até R$ 130 mil.

“Historicamente, os preços têm acompanhado a inflação, com aumento médio de dois, três, quatro pontos percentuais acima disso”, completou, ressaltando que pode haver diferenças pontuais em alguns bairros onde o mercado está mais aquecido.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre o Patrimônio), a quantidade de lançamentos no acumulado de janeiro a julho deste ano (9.753 unidades) apresenta queda de 50,6% ante o número de moradias posta à venda em igual intervalo no ano passado. Já a venda (16.460 moradias) registra retração de 24,4% no mesmo confronto.
Na avaliação de Crestana, no entanto, o mercado deve se recuperar no decorrer deste semestre. A previsão do Secovi-SP é terminar o ano com 25 mil unidades residenciais lançadas, contra 34 mil em 2008. Para a comercialização, a projeção é vender 32 mil, alcançando o patamar do ano anterior.
Salão Imobiliário

 Entre os dias 24 e 27 deste mês, cerca de 100 mil imóveis estarão à venda no Salão Imobiliário de São Paulo, que será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi e engloba ofertas em todo o país. Desse total, 48% se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida, com valores a partir de R$ 52 mil.

De acordo com Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora do evento, são esperados 50 mil visitantes e 22 mil pessoas já se cadastraram no site para participar do evento, o dobro do ano passado. “Isso demonstra uma tendência do consumidor exercer o poder de compra.”

O setor imobiliário brasileiro foi um dos primeiros a cortar nesta crise. Foram cancelados R$ 2,1 bilhões em lançamento de imóveis entre meados de setembro e o fim de dezembro. Isso porque o crédito para construção de apartamentos e escritórios desapareceu no auge da crise. Mas o mercado começa a dar sinais de melhora.

Segundo pesquisa da Fator Corretora, com base nos balanços das empresas, os lançamentos cresceram 95% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Elas colocaram na praça R$ 3,8 bilhões em novos projetos.

O problema é que o mercado cresce a partir de uma base pequena. Isso fica claro quando avaliamos os resultados do primeiro semestre. Houve queda de 58% frente ao mesmo período de 2008.

O analista Eduardo Silveira, da Fator, prevê um futuro melhor no curto prazo. Ele explica que o novo ritmo de crescimento permite ao setor zerar seus estoques de imóveis em 12 meses. No primeiro trimestre, isso ocorreria em 18 meses. Os lançamentos tendem, portanto, a ser intensificados.

— O consumidor está mais confiante, o crédito retornou e o programa Minha Casa Minha Vida contribui para acelerar a retomada do setor nos últimos meses. Esses fatores também vão ajudar na melhora daqui para frente — afirma Silveira.

Caso esteja comprando seu primeiro imóvel, é extremamente aconselhável que você seja assistido por um corretor de imóveis. Ele é um profissional capacitado para saber se o imóvel em vista está ou não desembaraçado legalmente, além de assisti-lo durante e após a conclusão do negócio, quando a escritura será passada para o seu nome.

Além do auxílio profissional, outros cuidados são importantes. Depois de encontrar o imóvel dos seus sonhos, visite-o várias vezes. Pelo menos uma vez à noite e outra durante o dia, de preferência, acompanhado de sua família. Procure saber como é a insolação do imóvel, isso define se o imóvel é quente ou frio.

Veja se há marcas de água na parede dos muros externos da casa. Esse pode ser um indicativo de que há alagamento na rua. Ande a pé pelas ruas próximas para conhecer a vizinhança. Veja se há vizinhos indesejáveis tais como favelas, cortiços, pontos de prostituição ou até se há feiras livres. Estes são fatores de desvalorização do imóvel.

Procure saber se o preço pedido pelo proprietário está dentro do valor de mercado (seu corretor de imóveis pode ajudá-lo nesta tarefa). Desconfie de valores muito abaixo do mercado. Eles costumam esconder graves problemas. Não aceite preços acima dos de mercado, afinal, há outros bons negócios espalhados pela vizinhança.

Na hora da compra, não olhe somente para o valor do imóvel, olhe também para sua qualidade de vida. Se puder, opte por um imóvel próximo do seu trabalho. Às vezes um imóvel mais caro próximo do seu trabalho poder ser um melhor negócio que um barato longe, pois você não terá despesas de transporte, ou se tiver, serão menores.

Caso a compra seja para uma aplicação financeira, além dos cuidados acima, você deve também fazer cálculos. É aconselhável que você compre um imóvel que proporcione um rendimento igual ou maior que os proporcionados por outros ativos disponíveis no mercado. Tenha em mente que a poupança e a renda fixa rendem em média de 0,6% a 0,75% ao mês, portanto, o seu rendimento de aluguel, deve ser superior a estes valores, caso contrário, é melhor você deixar seu dinheiro aplicado em um ativo com maior liquidez.

Para se saber qual é o índice de retorno que sua compra tende a dar, divida o valor do aluguel pelo valor de compra do imóvel. Multiplique este valor por 100 e você terá o índice de retorno. Por exemplo, um imóvel de R$ 45.000,00 alugado por R$ 500,00. Temos 500/45.000 = 0,01111, então 0,01111 x 100 = 1,11. Índice maior que as principais aplicações de mercado, por isso, é um bom negócio.

Não compre o primeiro imóvel que o agradar. Conheça outros imóveis. Analise as várias alternativas. Pese os prós e os contras de cada um deles. Consulte o seu corretor e também a sua família. Só depois de estar seguro de estar fazendo o melhor negócio, tome a decisão final.

A análise fria de todas as alternativas é a garantia de bons negócios, seja ele a compra de um imóvel, de um carro ou de qualquer outro bem de menor valor. Evite fechar negócios durante o período de empolgação. Pense da seguinte forma: se tiver que ser seu, será, não importa quanto tempo demore.

Boa sorte e bons negócios.

Emerson Castello Branco Simenes – CBS Consultoria Finaceira

Fonte: Administradores.com.br – 08/09/2009