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O bom momento por que passa o mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos, e em especial o do estado do Rio de Janeiro, pode bem ser comprovado no acompanhamento dos números apresentados pelo Secovi-Rio. A entidade, que comemora 70 anos em 2012, tem um raio x completo de um segmento que reúne mais de 33 mil condomínios, 5.400 administradoras e imobiliárias, gerando 100 mil empregos diretos e R$ 1 bilhão em salários e encargos.

A disparada de preços verificada na cidade, nos últimos anos, em especial em 2010 e 2012, não pode ser atribuída unicamente a escolha do Rio de Janeiro como uma das cidades-sede da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016. Segundo o presidente do Secovi-Rio, Pedro Wahmann, a alta acentuada de preços dos imóveis – mesmo em regiões em que tradicionalmente não se verificava tais saltos – pode ser explicada por uma conjugação de fatores que transformaram o Rio de Janeiro em foco de atenção no País e mesmo no exterior.

“O mercado imobiliário brasileiro e o do Rio, em particular, ficaram estagnados durante anos devido a uma série de injunções. A estabilidade econômica, o controle da inflação, o aumento do emprego e do salário, bem como os grandes projetos de infraestrutura e valorização urbana do Rio valorizaram as unidades, comerciais e residenciais, quer para venda, quer para locação. O que houve, na verdade, foi uma recomposição natural de mercado. Acredito que daqui para frente não veremos a explosão de preços verificada no ano passado, mas tenho certeza que, mesmo mais moderada, essa rentabilidade se manterá”, diz Wahmann.

O presidente do Secovi-Rio diz que a execução de obras, como o da recuperação da área portuária e do centro do Rio, com o projeto Porto Maravilha, a pacificação de comunidades, com a instalação das UPPs, e o andamento de grandes projetos viários – como o da recuperação do transporte ferroviário e a inclusão de novos como o BRT – passaram a valorizar áreas até então desvalorizadas, não só nas zonas Sul e Oeste, como no próprio Centro e na Zona Norte. “O Rio vive um momento virtuoso que atrai grandes empresas até mesmo do exterior devido a projetos como o do pré-sal, responsável pela vinda de empresas e profissionais especializados.”

Fonte: Jornal do Commercio, 01/10/2012

Fonte: O Estado de São Paulo

O crédito imobiliário cresceu substancialmente neste ano e continuará se expandindo pelo menos até o primeiro trimestre de 2011, segundo o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. Falta saber se continuarão atuando, com a mesma força, as condições que têm favorecido os compradores de imóveis, como o aumento da renda real e do poder de compra dos salários.

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, segundo reportagem do jornal Valor, passou de R$ 90,2 bilhões, em 2005, para R$ 137 bilhões, em 2009, e está estimado em R$ 152 bilhões neste ano. Nas mesmas datas, o volume de financiamentos aumentou de R$ 8,9 bilhões para R$ 47,05 bilhões – e já atingiu R$ 47,69 bilhões até o início de setembro, segundo dados do Sinduscon e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Como notou Rabi, “diferentemente de outras modalidades, como o cartão de crédito, o financiamento imobiliário trabalha com prazos muito longos, de até 30 anos, e juros relativamente baixos, de 12% ao ano, pontos que contribuem para estimular sua expansão futura”. Além disso, a inadimplência superior a 90 dias é de apenas 1,5%.

As projeções – grandiosas – da Fundação Getúlio Vargas e da consultoria Ernst & Young indicam que 37 milhões de moradias deverão ser construídas entre 2007 e 2030, uma média de 1,6 milhão por ano. Mais novas famílias demandarão casa própria. O número de famílias deverá crescer em razão do aumento da idade média da população – de 32,5 anos, em 2017, para 36 anos, em 2030. Até 2017 o setor será estimulado pelas famílias de baixa renda e, a seguir, pela classe média.

Não apenas as operações com lastro no FGTS, gerido pela CEF, cresceram, mas também os empréstimos com base nas cadernetas, chegando perto das 400 mil unidades nos últimos quatro trimestres, 30% mais do que as 300 mil de 2009. A poupança já financia cerca de 40 mil imóveis por mês. A CEF, que usa o FGTS e as cadernetas, financiou 5.340 imóveis por dia em setembro.

As perspectivas são promissoras, mas poderão ser afetadas pelo aumento da inflação e seus efeitos negativos sobre a renda e o poder aquisitivo dos trabalhadores. Depois da fartura de crédito deste ano, talvez seja necessário reduzir um pouco o ritmo, em 2011, o que favoreceria o reequilíbrio fiscal. Um pequeno ajuste na demanda parece mais recomendável do que induzir os mutuários à euforia e, depois, arriscar um aumento da inadimplência.

Fonte:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101116/not_imp640511,0.php

Fonte: Folha.com

A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo teve queda de 44,84% em setembro deste ano, frente o mesmo período de 2009. Foram comercializadas 2.785 unidades, ante resultado de 5.049. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Secovi-SP.

No entanto, na comparação com o mês anterior, quando foram vendidos 1.638 imóveis, houve um aumento de 70%.

Em agosto, as vendas de imóveis novos também tinham recuado, com redução de 54,2%, no confronto com o mesmo mês no ano passado. Na comparação com julho, a diminuição nas vendas também foi expressiva (48,4%).

Na época, a entidade explicou que as dificuldades para viabilização de empreendimentos na cidade, o que inclui terrenos com valor alto e a legislação urbanística vigente, resultaram na fuga dos empreendedores para os outros 38 municípios da Grande São Paulo.

VENDAS SOBRE OFERTA

O indicador VSO (Vendas sobre Oferta) foi de 26,4% em setembro. O índice mede o desempenho de comercialização e é expresso pela relação entre o número de unidades vendidas e a oferta no mês (unidades remanescentes acrescidas dos lançamentos). Em agosto, tinha sido de 17,4 e em setembro de 2009 ficou em 30,8.

Apesar da retração no nono mês do ano frente ao desempenho do ano passado, a entidade aponta que as perspectivas para o mercado imobiliário na cidade de São Paulo são de crescimento em relação a 2009. O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, estima terminar o ano com 36 mil unidades vendidas, enquanto os lançamentos podem atingir de 33 mil a 35 mil unidades, conforme indicam prévias sobre lançamentos.

O total de imóveis vendidos em São Paulo entre janeiro e setembro deste ano é de 24.605 unidades, queda de 1,9% sobre igual período de 2009, quando se foram comercializados 25.087 imóveis.

Quanto à segmentação, os imóveis com dois dormitórios responderam pelo maior volume de vendas em setembro, 37,8% do total, seguidos por aqueles com quatro dormitórios, equivalentes a 32,6% das unidades.

REGIÃO METROPOLITANA

O Secovi informou ainda que, considerando a região metropolitana do Estado, composta por 39 municípios, as vendas de imóveis somaram 4.723 unidades em setembro, crescimento de de 23,5% sobre o mês anterior.

O número de lançamentos na região, conforme a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), totalizou 7.660 unidades no mês, com alta de 60,1% sobre agosto. O volume de 2.894 unidades residenciais lançadas em setembro na cidade de São Paulo representou 37,8% do total produzido.

A maior cidade do país está cada vez mais caótica. Apesar de ainda ser a cidade das oportunidades, o melhor lugar para se trabalhar e estudar (segundo diversas publicações), a cidade não suporta mais seu próprio crescimento.

O carro chefe do desenvolvimento dos últimos anos – o mercado imobiliário, começa a sentir esse problema, já que não temos mais terrenos “bons” para novos lançamentos. A alternativa tem sido comprar vários imóveis, derruba-los e “fazer” um terreno para nova incorporação.

Este cenário fortalece a busca de construtoras pelo interior do estado. No caso de Piracicaba, já vemos lançamentos da Rossi Residencial, Cyrela e Alphaville (loteamentos), além, é claro, das construtoras locais.

Quanto ao mercado de Piracicaba, nada mais justo, já que o aquecimento é grande. Em agosto deste ano, a Frias Neto vendeu mais de 100 apartamentos de um lançamento em apenas 2 horas e meia, no pré-lançamento, praticamente sem nenhum anúncio, apenas atendendo a clientes da própria imobiliária e da prospecção realizada. Performance próxima dos melhores lançamentos do Rio de Janeiro e São Paulo.

Outros lançamentos do semestre seguiram a mesma tendência, tendo grande porcentagem vendida ainda no trabalho inicial, antes dos anúncios de jornais.

Isso é o que todos (Incorporadores, imobiliária, investidores e clientes) precisam. A velocidade de vendas gera a certeza de que o planejamento e desenvolvimento do produto foram feitos com acertividade.

O que vemos é que sempre que há uma maior participação, desde a venda do terreno e formatação do produto, de uma imobiliária que realmente conhece o mercado, os resultados de venda são melhores.

Para saber mais sobre a situação da cidade de São Paulo, veja matéria da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/825888-capital-perde-participacao-e-responde-por-metade-dos-lancamentos-de-imoveis-na-gsp.shtml

Para saber mais sobre lançamentos em Piracicaba, acesse:  http://www.friasneto.com.br

O homem é um animal insatisfeito. Isso é fato! Essa é uma grande vantagem e um dos problemas da nossa natureza.

Vantagem pois faz com que busquemos sempre evoluir, criar coisas novas, rever o que temos e acertar as arestas que não estão corretas. O problema está no fato de muitas vezes não valorizarmos o que já temos, colocando em primeiro lugar o que supostamente iremos ter algum dia.

E isso tem tudo haver com corretagem – principalmente quando falamos das tão comentadas e desejadas equipes on-line – para o bem e para o mal.

Vivemos um momento de transição dentro do mercado imobiliário – talvez em vários mercados – em busca de um novo modelo de comunicação e atendimento aos clientes. Esse momento não é novo, começou a pouco mais de dez anos, quando as primeiras equipes de corretor on-line surgiram nos grandes incorporadores.

Nesta época, em que as houses (empresas internas de vendas dos incorporadores) começaram a despontar, as empresas queriam um canal para atender diretamente os clientes, sem necessitar da imobiliária para este atendimento. Esta resolução surgiu não só por causa da necessidade de melhorar os lucros, mas também pelo fato das imobiliárias não estarem prontas para esse novo desafio que é o online.

O resultado foi melhor do que se esperava e vimos despontar equipes de corretores na Gafisa, Tecnisa e Cyrela (onde eu estava na época, criando a primeira equipe de corretores on-line da empresa). Nos anos seguintes, vimos o fortalecimento e desenho desta atividade dentro das áreas de vendas de vários incorporadores e, invariavelmente, dentro das imobiliárias – que aliás, não podiam ficar para trás.

Tenho implantado ou criado novas equipes on-line deste o início da década passada, em empresas como Cyrela, Frema Brasil Brokers, Patrimóvel Rio e Frias Neto (em Piracicaba – onde estou hoje) e em todas, os projetos foram bem-sucedidos, devido, principalmente, a alguns fatos:

1) o cliente quer decidir como, quando e por quem quer ser atendido;

2) ninguém tem tempo a perder para ficar rodando de carro e vendo plantões de vendas que parecem não ter fim;

3) os clientes preferem começar os relacionamentos com os corretores de uma forma menos formal e comprometida do que pessoalmente – principalmente por causa de corretores que “malham” clientes, sem nenhum discernimento;

4) a internet é uma realidade que alcança uma camada muito grande da sociedade e tem crescido cada vez mais, chegando com muita força a todas as classes sociais;

5) a tecnologia permite que façamos mais coisas, de forma mais assertiva e que possamos nos preparar para tornar o atendimento pessoal uma experiência enriquecedora e desafiante;

6) a quantidade e a qualidade de informações disponíveis na internet é exponencialmente maior do que em qualquer outro meio. Fotos, vídeos, textos, comentários, críticas, são facilmente encontradas e disseminadas;

7) podemos trabalhar a comunicação na internet de forma ampla e ao mesmo tempo tratarmos os prospects e clientes que reagem de forma individualizada;

8) quando se fala de internet, o cliente sempre quer mais do que pode encontrar em outros meios – e o corretor on-line normalmente tem ferramentas para isso;

9)  enquanto jornais, revistas, outdoors, folhetos e outras mídias off-line tiveram uma redução muito grande em seus resultados, a mídia on-line só cresce a cada dia;

10) com um pouco de domínio de tecnologia, podemos medir os resultados de retorno de investimento de mídia de uma forma que nenhum outro meio consegue;

11) toda iniciativa de criação de equipes on-line conta com um ponto muito forte de atração: o corretor.

Hoje tenho a certeza de que poucos clientes conseguem fazer um bom negócio imobiliário sem a ajuda de um profissional qualificado. É quase como se automedicar: todos acham que conseguem e que entendem, mas penam até verem os resultados que querem e, muitas vezes, recorrerem a um profissional depois sai bem mais caro do que se tivessem ido inicialmente.

O corretor on-line precisa dominar a tecnologia para atendimento e conquista dos clientes; entender de gestão de carteiras, para administrar suspects, prospects e clientes, que tendem a se acumular rapidamente; fazer uma ótima gestão de tempo para conseguir atender todos os clientes – tanto vendedores como compradores – pela internet, telefone e pessoalmente; saber se relacionar com os outros profissionais – afinal, ninguém cresce sozinho.

Além de tudo isso, é necessário estar inserido nas redes sociais e transitar naturalmente neste meio de comunicação. Twitter, Blogs, Facebook, Linkedin têm que ser ferramentas do dia-a-dia desses profissionais.

Acredito que a criação de equipes de vendas on-line faz parte da evolução das equipes de vendas de imóveis. Não que outros corretores sejam melhores ou piores do que estes, mas por que conseguimos resultados acima da média apenas quando focamos nossas energias de forma clara e organizada.

É importante entender que um corretor on-line acaba gastando ainda mais energia do que corretores que atuam em outras frentes, pela necessidade de agilidade, informações completas, atualizadas e fáceis de serem acessadas, além de todas as outras atividades e características inerentes à profissão.

Por outro lado, as equipes de vendas on-line ainda têm muito que evoluir, tanto em ferramentas como em conhecimento. Mas sinceramente, creio que estão caminhando a passos largos para esta evolução, ao ponto que a cultura on-line alcance todos os profissionais de vendas de imóveis – não com tanto foco quanto os corretores de equipes exclusivamente on-line, mas de forma a força-los a repensar muitas coisas.

Por fim, já que estamos sempre insatisfeitos com o que temos, devo dizer que  a maioria das empresas – grandes, médias ou pequenas – não está 100% preparada para ter um atendimento on-line focado em vendas pela falta de equipamentos, banda, políticas claras de gestão de clientes, insegurança gerada pelo “novo”, processos claros, falta de informação e de entendimento do papel da equipe de vendas, entre outros fatores.

Para superar esses desafios é necessário o comprometimento do corpo diretor e gestores da empresa, ousadia para buscar e formar profissionais de vendas que tenham disposição para o trabalho on-line, coragem para enfrentar as barreiras internas para implantação e perseverança para vencer os desafios e buscar resultados.

Com ética e respeito e muito empenho, podemos conseguir muito mais do que imaginamos!

Marco Marcelino (http://www.meadiciona.com/marcomarcelino)

Segundo a Fecomercio-SP, venda de imóveis em São Paulo já dá sinais de retomada e deve atingir 3 mil unidades mensais vendidas.

SÃO PAULO – A alta no número de lançamentos e no volume de vendas de imóveis revela que o consumidor está disposto a voltar a se endividar no longo prazo com bens de maior valor, segundo aponta levantamento da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgado nesta terça-feira (29).
De acordo com o estudo, a venda de imóveis em São Paulo já dá sinais de retomada e deve passar de 2,3 mil para 3 mil unidades mensais vendidas no último trimestre de 2009. Além disso, o estoque de unidades prontas é de 12,5 mil unidades, o que, combinado com o ritmo esperado de vendas, deve estimular as empresas do setor para novos lançamentos no curto prazo.
“No final de 2009, as empresas já estarão preparadas para lançamentos mais ousados, voltando a padrões semelhantes a 2007 e 2008 (…) Esse comportamento deve ser gradualmente seguido por outras regiões”, avalia o economista da Federação, Fábio Pina.
Efeito cascata
Ainda conforme os dados da Fecomercio-SP, entre 2007 e 2008 foram lançados, em média, 35 mil imóveis por ano na cidade de São Paulo, contra uma média histórica inferior a 20 mil nos anos anteriores.
No início deste ano, devido à redução nas vendas, o estoque chegou a acumular mais de 21 mil unidades, ficando acima do desejado. Por conta disso, foi feito um ajuste, que levou à redução do estoque, que agora, por sua vez, deve aumentar com os sinais de crescimento das vendas e com os lançamentos de novas unidades.
Dessa forma, espera a Fecomercio-SP, a retomada do mercado imobiliário deve alavancar a economia, já que o setor de construção privada representa mais de 60% deste segmento do País e movimenta outros setores da economia. “O segmento movimenta toda uma cadeia produtiva (serviços de arquitetura, engenharia, materiais de construção, serviços de advocacia, móveis e decoração, entre outros) e é intensivo em mão-de-obra”, aposta Pina.

Setor registrou variação de 17,3% no pessoal ocupado total e 18,5% no pessoal ocupado assalariado

SÃO PAULO – No Cempre (Cadastro Central de Empresas), foi registrado em 2007 um crescimento de 2,7% no número de empresas e organizações ativas formais, com o saldo de 115 mil a mais ante o resultado de 2006, passando de 4,3 milhões para 4,4 milhões, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O destaque foi o setor da Construção, com variações de 17,3% no pessoal ocupado total, de 18,5% no pessoal ocupado assalariado e de 14,3% em salários e outras remunerações.
Já o grupo Organismos Internacionais e Outras Instituições registrou o segundo maior crescimento no pessoal ocupado total, com 13,4%. Ao mesmo tempo, o setor de Educação teve o segundo maior crescimento de pessoal ocupado assalariado (12,2%) e dos salários e outras remunerações (13,3%).
Comércio
Em número de empresas e outras organizações, o grupo Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas contabilizava, em 2007, quase metade das empresas ativas. Em seguida, destacava-se o grupo Indústrias de transformação, com 9%, e Outras atividades de serviços, com 7,9%.
No que tange ao pessoal ocupado, Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas também liderou, com 22%, seguido por Administração Pública, defesa e seguridade social (18,5%) e Indústrias de Transformação (18,4%).
Maiores e menores salários mensais
A pesquisa do IBGE também mostrou que os grupos Eletricidade e Gás e Atividades Financeiras pagaram os maiores salários médios mensais, o primeiro, com média de 10,4 salários mínimos, e o segundo, com 9 salários mínimos.
Depois aparecem Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, com 7,7 salários mínimos. Tais remunerações superaram em 2,3 a 3,1 vezes à média nacional.
Os destaques negativos foram Agricultura, pecuária, produção florestal e aquicultura, com 2,1 salários mínimos, e Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, também com 2,1 mínimos. Já Atividades Administrativas e Serviços Complementares ficaram com 2 salários mínimos e Alojamento e Alimentação, com 1,6 salário. A diferença entre o maior e o menor salários médio mensal, em salários mínimos, chegou a 6,5 vezes, diz o IBGE.

As vendas de imóveis residenciais usados em São Paulo cresceram 18,4% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento da Lello, empresa paulista de administração imobiliária no Estado responsável por 1.200 condomínios residenciais e comerciais.

Os imóveis com valores entre R$ 150 mil e R$ 300 mil foram os mais procurados, representando 64,3% do total comercializado pela administradora nos sete primeiros meses do ano. As demais unidades com preço acima de R$ 300 mil responderam por 25,6% da vendas. Somente 10% das vendas foram de lotes no valor de até R$ 150 mil, comercializados pela empresa no Litoral Norte.

Os apartamentos respondem pela maioria dos negócios vendidos (61,7%), seguido pelas casas (25,2%) e terrenos (13,1%). A procura foi aquecida em todas as regiões do centro expandido de São Paulo, com destaque para Tatuapé, Mooca e Santana.

“Neste ano observamos que muitas pessoas compraram imóveis como opção de investimento, uma vez que houve queda na rentabilidade dos fundos de renda fixa, além da turbulência do mercado de capitais”, afirma Roseli Hernandes, gerente Locação e Vendas da Lello Imóveis.

Fonte: eBand – 22/09/2009

Nos próximos 30 dias, 13 mil imóveis devem ser construídos na região metropolitana de São Paulo, em municípios com mais de 50 mil habitantes, incluindo a capital. As moradias populares poderão ser financiadas pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, por famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395). As cidades ainda não foram divulgadas.

O acordo que vai viabilizar as obras foi assinado ontem entre a Secretaria de Estado da Habitação e a Caixa Econômica Federal. Nesse caso, os governos federal e estadual entram com um subsídio para permitir os descontos concedidos aos mutuários.

De acordo com o governo estadual, os imóveis –que poderão ser apartamentos ou casas– deverão ter três dormitórios, aquecimento solar, revestimento com pisos de cerâmica e azulejos, além de pé direito de 2,60 metros.

O tamanho ainda não foi anunciado, mas poderá ficar entre 44 m2 e 64 m2 –tamanho médio dos imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Se forem essas as metragens previstas pelo governo do Estado, as unidades poderão ficar maiores do que as previstas no Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem renda de até três salários mínimos, entram no programa moradias térreas, de 35 m2, ou apartamentos, de 42 m2, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

As famílias serão selecionadas por meio dos cadastros dos programas de moradia popular das prefeituras. Segundo a Habitação, normalmente, os mutuários começam a ser chamados quando as moradias estão 80% terminadas. Ainda não há uma previsão de quanto tempo as obras levarão para ficarem prontas.

Há construções da CDHU que demoram de 15 a 18 meses.
Segundo as regras do programa Minha Casa, Minha Vida, o imóvel poderá ser financiado por até dez anos, com prestação mínima de R$ 50. Poderão ser comprometidos até 10% da renda familiar.

A correção será anual, pela TR (Taxa Referencial), que, no ano passado, ficou em 1,6%. O financiamento é feito por meio da Caixa Econômica.
O último balanço da instituição, do dia 11, aponta que, no país, desde o início do programa, foram enviadas 1.734 propostas de empreendimentos, com 332.180 unidades. Desse total, 292 foram aprovados, gerando um total de 55.606 unidades, no valor de R$ 3,44 bilhões.

Fonte: Folha Online

Banco pretende ampliar em R$ 60 bilhões o volume de crédito para pessoa física e jurídica

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, projeta volume de crédito para pessoa física e jurídica em R$ 60 bilhões em 2009, um crescimento de mais de 30% em relação a 2008. Para pessoa jurídica, o crescimento do crédito deve ser muito maior, estimou. O vice-presidente para a área de pessoa jurídica, Carlos Antonio de Brito, calcula que o crescimento em 2009 será de cerca de 100% em relação ao ano anterior.
 
No crédito imobiliário, a executiva reiterou, em Nova York, a expectativa de a CEF fechar 2009 com um volume de crédito imobiliário de R$ 39 bilhões, ante R$ 23 bilhões do ano anterior. No ano, até o dia 31 de agosto, Coelho calcula que foram investidos R$ 27 bilhões em novas unidades, consórcio imobiliário e material de construção.

“Já contratamos 509 mil operações na área imobiliária, sendo que 306 mil são novas unidades”, ponderou. A meta da CEF é contratar 400 mil novas unidades neste ano e mais 400 mil em 2010, também no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida.

No primeiro semestre, o credito imobiliário cresceu 90% em comparação ao mesmo período de 2008. Na avaliação da presidente, a CEF continuou concedendo financiamento na primeira metade do ano, mesmo com a recessão, “dotando o mercado de crédito”, em oposição ao posicionamento dos bancos privados, citou. “A CEF manteve a confiança nos fundamentos econômicos do Pais”, afirmou para a plateia.

 Fonte:Agência Estado

Com a queda nas vendas de imóveis novos residenciais e na quantidade de lançamentos, o número de unidades em estoque na capital paulista é o menor de toda a série histórica da pesquisa do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo, considerando a nova metodologia iniciada em 2004.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, em julho havia 12.473 imóveis em oferta, 24,1% a menos do que no mesmo mês do ano passado e 37,7% inferior à quantidade contabilizada em dezembro. Com o agravamento da crise econômica, o ritmo de venda despencou, levando as construtoras a diminuírem os lançamentos para desovar os estoques.
Em outubro, apenas 4,9% dos imóveis à venda foram comercializados, com ligeira alta em novembro (8,4%) e dezembro (7,7%). As vendas vem se recuperando e, em julho, esse índice ficou em 14,4%, um pouco acima da meta para o ano (13,1%).
“Houve empresas que decidiram dar uma parada nos projetos, suspender a negociação de terrenos”, disse o presidente do Secovi-SP, João Crestana, ressaltando que a mudança de decisão do consumidor, de comprar ou esperar mais um pouco para adquirir uma moradia, é mais rápida do que dos empresários de retomar a produção.
Preços

Para ele, o estoque em um nível tão baixo não vai inflacionar o valor dos imóveis que estão no mercado. “O aumento é limitado pelos salários e estamos nos voltando agora para uma camada nova da população”, afirmou, referindo-se ao público que pode ser beneficiado pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, que atende famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650) e imóveis de até R$ 130 mil.

“Historicamente, os preços têm acompanhado a inflação, com aumento médio de dois, três, quatro pontos percentuais acima disso”, completou, ressaltando que pode haver diferenças pontuais em alguns bairros onde o mercado está mais aquecido.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre o Patrimônio), a quantidade de lançamentos no acumulado de janeiro a julho deste ano (9.753 unidades) apresenta queda de 50,6% ante o número de moradias posta à venda em igual intervalo no ano passado. Já a venda (16.460 moradias) registra retração de 24,4% no mesmo confronto.
Na avaliação de Crestana, no entanto, o mercado deve se recuperar no decorrer deste semestre. A previsão do Secovi-SP é terminar o ano com 25 mil unidades residenciais lançadas, contra 34 mil em 2008. Para a comercialização, a projeção é vender 32 mil, alcançando o patamar do ano anterior.
Salão Imobiliário

 Entre os dias 24 e 27 deste mês, cerca de 100 mil imóveis estarão à venda no Salão Imobiliário de São Paulo, que será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi e engloba ofertas em todo o país. Desse total, 48% se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida, com valores a partir de R$ 52 mil.

De acordo com Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora do evento, são esperados 50 mil visitantes e 22 mil pessoas já se cadastraram no site para participar do evento, o dobro do ano passado. “Isso demonstra uma tendência do consumidor exercer o poder de compra.”

O setor imobiliário brasileiro foi um dos primeiros a cortar nesta crise. Foram cancelados R$ 2,1 bilhões em lançamento de imóveis entre meados de setembro e o fim de dezembro. Isso porque o crédito para construção de apartamentos e escritórios desapareceu no auge da crise. Mas o mercado começa a dar sinais de melhora.

Segundo pesquisa da Fator Corretora, com base nos balanços das empresas, os lançamentos cresceram 95% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Elas colocaram na praça R$ 3,8 bilhões em novos projetos.

O problema é que o mercado cresce a partir de uma base pequena. Isso fica claro quando avaliamos os resultados do primeiro semestre. Houve queda de 58% frente ao mesmo período de 2008.

O analista Eduardo Silveira, da Fator, prevê um futuro melhor no curto prazo. Ele explica que o novo ritmo de crescimento permite ao setor zerar seus estoques de imóveis em 12 meses. No primeiro trimestre, isso ocorreria em 18 meses. Os lançamentos tendem, portanto, a ser intensificados.

— O consumidor está mais confiante, o crédito retornou e o programa Minha Casa Minha Vida contribui para acelerar a retomada do setor nos últimos meses. Esses fatores também vão ajudar na melhora daqui para frente — afirma Silveira.

Caso esteja comprando seu primeiro imóvel, é extremamente aconselhável que você seja assistido por um corretor de imóveis. Ele é um profissional capacitado para saber se o imóvel em vista está ou não desembaraçado legalmente, além de assisti-lo durante e após a conclusão do negócio, quando a escritura será passada para o seu nome.

Além do auxílio profissional, outros cuidados são importantes. Depois de encontrar o imóvel dos seus sonhos, visite-o várias vezes. Pelo menos uma vez à noite e outra durante o dia, de preferência, acompanhado de sua família. Procure saber como é a insolação do imóvel, isso define se o imóvel é quente ou frio.

Veja se há marcas de água na parede dos muros externos da casa. Esse pode ser um indicativo de que há alagamento na rua. Ande a pé pelas ruas próximas para conhecer a vizinhança. Veja se há vizinhos indesejáveis tais como favelas, cortiços, pontos de prostituição ou até se há feiras livres. Estes são fatores de desvalorização do imóvel.

Procure saber se o preço pedido pelo proprietário está dentro do valor de mercado (seu corretor de imóveis pode ajudá-lo nesta tarefa). Desconfie de valores muito abaixo do mercado. Eles costumam esconder graves problemas. Não aceite preços acima dos de mercado, afinal, há outros bons negócios espalhados pela vizinhança.

Na hora da compra, não olhe somente para o valor do imóvel, olhe também para sua qualidade de vida. Se puder, opte por um imóvel próximo do seu trabalho. Às vezes um imóvel mais caro próximo do seu trabalho poder ser um melhor negócio que um barato longe, pois você não terá despesas de transporte, ou se tiver, serão menores.

Caso a compra seja para uma aplicação financeira, além dos cuidados acima, você deve também fazer cálculos. É aconselhável que você compre um imóvel que proporcione um rendimento igual ou maior que os proporcionados por outros ativos disponíveis no mercado. Tenha em mente que a poupança e a renda fixa rendem em média de 0,6% a 0,75% ao mês, portanto, o seu rendimento de aluguel, deve ser superior a estes valores, caso contrário, é melhor você deixar seu dinheiro aplicado em um ativo com maior liquidez.

Para se saber qual é o índice de retorno que sua compra tende a dar, divida o valor do aluguel pelo valor de compra do imóvel. Multiplique este valor por 100 e você terá o índice de retorno. Por exemplo, um imóvel de R$ 45.000,00 alugado por R$ 500,00. Temos 500/45.000 = 0,01111, então 0,01111 x 100 = 1,11. Índice maior que as principais aplicações de mercado, por isso, é um bom negócio.

Não compre o primeiro imóvel que o agradar. Conheça outros imóveis. Analise as várias alternativas. Pese os prós e os contras de cada um deles. Consulte o seu corretor e também a sua família. Só depois de estar seguro de estar fazendo o melhor negócio, tome a decisão final.

A análise fria de todas as alternativas é a garantia de bons negócios, seja ele a compra de um imóvel, de um carro ou de qualquer outro bem de menor valor. Evite fechar negócios durante o período de empolgação. Pense da seguinte forma: se tiver que ser seu, será, não importa quanto tempo demore.

Boa sorte e bons negócios.

Emerson Castello Branco Simenes – CBS Consultoria Finaceira

Fonte: Administradores.com.br – 08/09/2009


SÃO PAULO – A rede mundial de computadores sempre foi vista como uma forma de facilitar a vida das pessoas, tanto no âmbito da comunicação quanto no do entretenimento e dos negócios. O mercado imobiliário não deixa por menos e também está representado no mundo virtual. E as oportunidades são grandes, segundo o diretor do site de leilões on-line Superimóvel, Gabriel Pupo Nogueira. “Algumas pessoas chegam a arrematar imóveis por valores 30% abaixo dos de mercado”, afirma.

Essas oportunidades de compra não são exclusivas de imóveis afastados da região metropolitana. Imóveis nas capitais, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, têm uma maior liquidez e grande procura, o que deixa os preços próximos, ou até superiores, aos do mercado. “Mas, em média, os arremates são entre 15% e 20% abaixo dos preços de mercado”, garante.

Para o sócio diretor do site Sold Leilões Online, Henry Zylberstajn, os interessados têm muita comodidade. “Não há necessidade de acompanhar o leilão, que acontece em tempo real. Ou seja, a participação pode ser presencial ou virtual.”

Figuram na carteira de vendedores atuais do Superimóvel Banco Nacional, Vivo, e Gafisa. Por sua vez, o Sold, braço de representação comercial on-line do Grupo Zukerman Leilões, que também atua em leilões de outros bens, está apregoando imóveis da Oi e do Banco PanAmericano. Zylberstajn ressalta que muitos imóveis que vão a pregão têm origem de alienação fiduciária, uma lei que garante ao credor recolher o imóvel em caso de inadimplência e colocá-lo para arremate em leilões.

O proprietário da empresa de eventos imobiliários Taurus Marketing, Daniel Rosenthal, é um caçador de preços baixos e gosta dos leilões on-line. “Gosto das facilidades e das oportunidades. O interessante é que eu sou de Piracicaba, moro em São Paulo e comprei um imóvel em Piracicaba, sem precisar ir ao local.”

É a primeira vez que Rosenthal adquire um imóvel por um leilão on-line. Ele lembra que participava de vários leilões presenciais, nos quais é necessário aguardar o anuncio do lote de interesse, mesmo que esse seja o centésimo lote do dia. “Com o on-line não é necessário perder tempo esperando o arremate de vários lotes.”

Para participar dos pregões é necessário um cadastramento completo e a avaliação do nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa. No fim do pregão, são gerados relatórios com os dados da disputa. “É uma maneira de auxiliar tanto os vendedores quanto os compradores, para fins de auditoria”, destaca Nogueira.

Agilizando processos

A Noxx Imobiliária Inteligente criou um sistema de mapeamento de todos os imóveis com mais de três pavimentos, em 10 bairros de São Paulo. Segundo o diretor da Noxx, Hermínio José Bonaldi Júnior, a ferramenta Proxx funciona como um buscador dos imóveis da região pesquisada, mas com um banco de dados completo sobre o imóvel. “O sistema garante a qualidade de atendimento aos clientes. Nem todos os corretores têm conhecimento pleno das regiões”, diz.

Fonte: DCI – 28/08/2009

Excluídos de subsídios e linhas de financiamento, loteamentos se desenvolvem apoiados na demanda da população de baixa renda. Saiba por que esse mercado segue firme, mesmo sem incentivos

Por Thiago Oliveira

 

 

Os entraves que pesam sobre o mercado de loteamentos O alcance desse movimento é limitado: somente abarca, e por vias indiretas, os subsídios à comercialização dos produtos. Já o crédito à produção (outra faceta-chave de qualquer segmento da cadeia produtiva) fica mesmo por conta das loteadoras, ou custeado por capitais convencionais do sistema financeiro, inadequados à compatibilização dos fluxos operacionais das empresas de desenvolvimento urbano.

 

 

Sem apoio adequado à execução dos empreendimentos, as loteadoras se desdobram para atender à abundante faixa de consumidores com baixo poder aquisitivo. A dificuldade está em fechar a conta dos projetos atendendo-se a infindáveis – e, por vezes, discutíveis – determinações de origem municipal, estadual e federal.

Os produtos para esse público caracterizam-se fundamentalmente pelo tamanho reduzido das glebas: a área mínima determinada pela lei federal 6.766/79, matriz nas orientações sobre parcelamento do solo urbano, é de 125 m², com 5 m de frente. A despeito do limite mínimo, cada cidade pode exigir medidas mais expandidas. “O ideal são lotes de 175 m² e frente de 7 m. É o que os municípios estão aceitando com mais facilidade e é simpático também aos olhos da Caixa Econômica Federal”, observa Mauro Tallavasso, diretor da urbanizadora Serviobras.

Outro aspecto comum a esses empreendimentos são os componentes da infraestrutura instalada, que costumam se limitar ao básico requerido pela mesma lei matricial: vias de circulação, sistema de escoamento de águas pluviais, rede para abastecimento de água potável, rede de esgotamento sanitário e energia elétrica domiciliar. “Na faixa de zero a três salários-mínimos por mês, não dá para colocar rigorosamente nada além do obrigatório”, confirma Elio Winter, diretor da incorporadora de loteamentos que leva seu nome, com sede em Curitiba.

O arrocho no orçamento é tamanho na fatia mais econômica de mercado que o item “vias de circulação”, inserido na legislação sem especificações complementares, é aproveitado como uma oportunidade de redução de custos. Havendo adequação ao projeto e anuência da prefeitura local, as loteadoras buscam soluções menos onerosas de pavimentação, alternativas ao asfalto (isso quando simplesmente não suprimem qualquer tipo de revestimento sobre a terra). “A cidade de Curitiba, por exemplo, além de não exigir meio-fio, aceita pavimentação com saibro, que custa um terço do preço do asfalto”, cita Winter.

Barateamento nessa etapa também pode ser obtido com a troca de certos compostos, explica Mauro Tallavasso: “Dentro desses núcleos habitacionais, geralmente usa-se pavimento para tráfego leve, que é constituído de preparo de caixa, uma camada de brita graduada, pintura impermeabilizante e às vezes uma capa de concreto betuminoso. Como tecnologia alternativa, no lugar de brita graduada, que é um produto caro, podem ser usados solo-areia, solo-cimento ou mesmo solo-brita”. A substituição, calcula o empresário, resulta em economia de até 40%, dependendo do estado do solo.

Existem condições que, apesar do aperto nos custos, viabilizam a implantação de equipamentos extras mesmo nos condomínios para população de menor renda. Dimensão do projeto é uma dessas aberturas – quanto maior o loteamento, maior a margem para instalação de incrementos, normalmente dirigidos ao lazer e ao estímulo à convivência entre os moradores.

Soluções de baixo custo, assentadas em criatividade, também são um caminho. “Conheço vários empreendedores que, para agregarem valor aos seus produtos, colocaram duas traves numa área aberta e pronto: virou um campo de futebol para aquela comunidade”, conta Geraldo Barbosa de Paiva, diretor da Financial, loteadora localizada em Campo Grande, e também vice-presidente de loteamentos do Secovi-MS (Sindicato da Habitação do Mato Grosso do Sul). “Se o loteamento tiver uma lagoa, pode-se construir um deck; se tiver mata ciliar, pode-se criar um parque com a instalação de alguns bancos, fazendo-se uma pista de cooper em volta”, exemplifica.

À parte dessa infraestrutura extra, opcional ao loteador, há obrigatoriedade quanto a uma reserva de área para construção posterior de equipamentos destinados à comunidade, como escolas, postos de saúde, praças ou centros culturais. A escolha do item mais adequado caberá à prefeitura local, assim como a construção e a manutenção da benfeitoria.

Em se tratando de loteamentos entregues com as casas prontas, as regras (definidas por cada município) sofrem algumas alterações. “Quando se vai aprovar o projeto de um condomínio fechado, a própria municipalidade já exige uma metragem de área de lazer por unidade habitacional. Por exemplo: até 20 unidades, 9 m² de lazer por unidade; acima de 20 unidades, 12 m² por unidade”, explica Elio Winter, que além da Grande Curitiba, incorpora e constroi loteamentos populares também na região metropolitana de Porto Alegre.

 

 
 

Vocação do terreno

Acrescentando-se à infraestrutura interna e à dimensão de cada lote, a viabilização de loteamentos populares é também marcada pela localização do terreno e pela infraestrutura do entorno – proximidade com centros urbanos, disponibilidade de transporte público e etc. Esses itens, somados à qualidade geral da área, serão os principais definidores do preço das glebas, ao final do processo.

Para atender às verbas limitadas dos projetos, é inevitável que as loteadoras busquem terras nas periferias das grandes cidades, ou “áreas de expansão”. Essas prospecções frequentemente esbarram em terrenos que, embora de baixo custo, têm aspectos a serem ajustados, de natureza topográfica, por exemplo. Considerados os gastos com terraplanagem e sistema de drenagem (que é mais caro em declividades acentuadas), as adaptações podem acabar não valendo a pena – ressalte-se que, segundo a lei 6.766, não é permitido o parcelamento de solo em declividades superiores a 30%, “salvo se atendidas exigências específicas das autoridades competentes”.

Quando não é a topografia acidentada, é a vegetação que tem força para ameaçar a adequação da gleba aos empreendimentos populares. Isso porque toda a proteção ambiental que incide sobre os recursos naturais reduz a produtividade do terreno. “Tive um terreno que me deu 38% de área vendável, quando o ideal seria 55%. Há dez anos, esse índice chegava a 65%”, conta Elio Winter. “Mudou muito por causa das restrições ambientais. Antes se podia canalizar rios, córregos e derrubar determinadas variedades de árvores, e hoje não se pode.”

Ademais, a existência de adversidades técnicas e ambientais nos terrenos pode representar a impossibilidade de ocupação da área, nas prescrições do sistema legal – mesmo que, pela ótica da engenharia, haja conserto. “Nossa legislação ambiental, além de complexa e burocrática, não privilegia a solução técnica em detrimento ao ditame da norma, resolução ou lei”, afirma Caio Portugal, vice-presidente de desenvolvimento urbano e meio ambiente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo).

“O sistema legalista pressupõe que a administração pública é incapaz de avaliar projetos técnicos que possam propiciar melhores ocupações do que os limites legais e normativos”, continua Portugal, e aponta uma incoerência nas decisões jurídicas: a flexibilização de normas ambientais admitida com vistas à regularização fundiária, porém negada aos novos loteamentos. “Aplicam-se duas soluções para um mesmo problema ambiental: aqueles que estão ocupando a área irregularmente têm a permanência admitida, e as novas urbanizações, por vezes vizinhas daqueles irregulares, devem seguir outros parâmetros, mais rígidos.” Situações com as quais o loteador precisa conviver, no calvário de aprovações dos empreendimentos.

Fonte:Reuters

SÃO PAULO, 10 DE AGOSTO – O volume de contratações de financiamento imobiliário com recursos captados na poupança por agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançou em junho 2,976 bilhões de reais, uma alta de 24,7 por cento sobre maio e equivalente ao melhor resultado mensal em 2009, informou a associação do setor a Abecip. Em número de unidades financiadas, junho também foi recorde para o ano. Segundo a Abecip, foram financiadas 25.840 unidades habitacionais, alta de 24,1 por cento ante maio. 

A entidade informou que em junho também foi registrado o melhor desempenho no ano em termos de captação de recursos por intermédio das contas de poupança. No mês, os depósitos superaram as retiradas em 1,789 bilhão de reais. 

No primeiro semestre, o crédito imobiliário com recursos da poupança totalizou 13,605 bilhões de reais, crescimento de 5,1 por cento ante um ano antes. Em relação às contas de poupança, o saldo global ao final dos primeiros seis meses do ano ficou em 224,52 bilhões de reais, uma expansão de 4,23 por cento sobre o fim de dezembro de 2008.

SÃO PAULO – O volume de operações de financiamento imobiliário com recursos captados na poupança por agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve alcançar cerca de 30 bilhões de reais neste ano, estável em relação ao verificado em 2008, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 

Em termos de unidades, a previsão é a de financiamento de 300 mil habitações, em linha com as 299,685 mil financiadas no ano passado. 

Considerando-se os 15 bilhões de reais para o crédito imobiliário previstos no orçamento deste ano do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o mercado deve contar, no total, com 45 bilhões de reais direcionados ao financiamento habitacional em 2009. 

“Poderemos até superar o ano passado considerando-se também os recursos do FGTS”, afirmou o presidente da Abecip, Luiz Antonio Nogueira de França, em encontro com jornalistas. 

Em 2008, foram direcionados 10 bilhões de reais do FGTS para o financiamento imobiliário. 

Conforme a Abecip, o volume de operações de crédito imobiliário com recursos da poupança alcançou em junho 2,976 bilhões de reais, uma alta de 24,7 por cento sobre maio e equivalente ao melhor resultado mensal em 2009. Ante junho de 2008, contudo, houve queda de 6,78 por cento. 

“Voltamos praticamente ao nível pré-crise, de setembro de 2008”, afirmou. 

Em número de unidades financiadas, junho também foi recorde para o ano. Segundo a Abecip, foram financiadas 25.840 unidades habitacionais, alta de 24,1 por cento ante maio e recuo de 20,6 por cento contra o verificado no mesmo mês de 2008. 

No acumulado de janeiro a junho, foram financiadas no âmbito do SBPE pouco mais de 125 mil unidades, com queda de 2,57 por cento em relação ao verificado no mesmo período de 2008. 

No primeiro semestre, o crédito imobiliário com recursos da poupança totalizou 13,605 bilhões de reais, crescimento de 5,1 por cento ante um ano antes. Conforme França, trata-se do melhor resultado para um primeiro semestre. 

Para o segundo semestre, a expectativa é a de contratação de 16,4 bilhões de reais. 

Na avaliação do executivo, o efeito indireto do programa do governo para moradias populares “Minha Casa, Minha Vida” no segmento do mercado imobiliário que é atendido pelas instituições do SBPE, a melhora da confiança e a queda na taxa de juros explicam esse desempenho. 

França apontou ainda que o volume de recursos direcionado à produção de imóveis deve voltar a crescer no segundo semestre, à medida que construtoras e incorporadoras reduzam os estoques de imóveis prontos e acelerem o ritmo de execução de novos empreendimentos. 

CAPTAÇÃO NA POUPANÇA 

A Abecip informou ainda que em junho também foi registrado o melhor desempenho no ano em termos de captação de recursos por intermédio das contas de poupança. No mês, os depósitos superaram as retiradas em 1,789 bilhão de reais. No semestre, o resultado ficou positivo em 1,712 bilhão de reais. 

Segundo dados da entidade, o saldo total das contas de poupança ao final de junho era de 224,518 bilhões de reais, o equivalente a uma expansão de 4,23 por cento frente a dezembro e de 14,3 por cento em relação ao final do mesmo mês de 2008. 

Conforme França, não há sinais de desbalanceamento na captação de recursos da poupança em relação ao restante do mercado. 

“Não é possível afirmar que há migração de outros instrumentos para a poupança. A evolução no saldo dos fundos é de 15,5 por cento nos sete primeiros meses do ano, ante 7,4 por cento no saldo da poupança no mesmo período. Não há desbalanceamento”, reiterou. 

Ele evitou comentar eventuais medidas que possam ser adotadas pelo governo em relação à poupança, mas afirmou que, se houver desbalanceamento –com crescimento exagerado das captações–, será preciso adotar medidas. 

“Se houver desbalanceamento, somos favoráveis a medidas”, disse.

Fonte:Reuters

SÃO PAULO – O mercado imobiliário da cidade de São Paulo continua a apresentar sinais de recuperação. Em junho, o volume de vendas de imóveis usados na capital cresceu 30,91% em relação a maio. Foi a quarta alta no índice de vendas no primeiro semestre. Ao todo, de acordo com um levantamento feito mensalmente pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), foram vendidas na capital, em junho, 256 casas e apartamentos. A maior parte (61%) com valor de até R$ 180 mil. Com isso, o mercado fecha os primeiros seis meses do ano com alta média de 30%.

São duas as principais razões para esse crescimento, na opinião do presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. O aumento da confiança do consumidor é a primeira delas. 

A segunda é a queda nos juros bancários e a maior facilidade na obtenção de crédito para a casa própria. Mais confiante e seguro em relação ao emprego, com crédito mais acessível e mais barato, o paulistano se sente mais confortável em empenhar suas reservas e assumir uma dívida de longo prazo com um financiamento de imóvel?, diz Viana Neto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

São Paulo – Mal começou a recuperação econômica e o setor de construção civil já se depara com a disputa por engenheiros. O setor foi um dos menos atingidos pela crise econômica e um dos que mais rapidamente voltou a crescer, graças à resistência do mercado interno e a estímulos como o pacote habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, lançado em março.

 No primeiro semestre de 2009, foram criadas 3,1 mil vagas para profissionais com diploma universitário na construção civil, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número ainda está longe dos 7 mil postos criados no mesmo período de 2008, ano considerado excepcional, mas já está próximo das 3,5 mil vagas criadas nos primeiros seis meses de 2007.

De acordo com o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo, mesmo com um ritmo menor de abertura de postos de trabalho, o reaquecimento já trouxe de volta a disputa por engenheiros. “Ainda temos um déficit grande de profissionais que só vai ser suprido daqui a dois ou três anos”, diz. No ano passado, a disputa por engenheiros elevou os salários pagos no setor.

As incorporadoras Gafisa e Tenda, pertencentes ao mesmo grupo, adotaram uma linha de estímulos para atrair os profissionais. Em 20 de julho, as empresas abriram as inscrições para o programa Comece Bem, que pretende contratar jovens engenheiros civis e de Produção no segundo semestre. “Vamos fornecer para o profissional um período formação profissional”, diz Rodrigo Pádua, diretor de Recursos Humanos da Gafisa. Segundo ele, o grupo pretende se fortalecer para um crescimento que virá no curto e médio prazo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte: Portal Abril – 06/08/2009

 A zona oeste de São Paulo continua atraindo novos moradores, graças à infraestrutura e a localização privilegiada. O resultado é a valorização do metro quadrado na região nos quatro primeiros meses de 2009, de acordo com levantamento do Secovi-SP. Os imóveis novos na Lapa foram os que mais valorizaram, em comparação ao mesmo período de 2008. De acordo com a pesquisa, o preço médio das novas unidades na Lapa cresceu 62,51%: foi de R$ 2.302 para R$ 3.741.

Hoje, a região entre o Alto da Lapa e o Alto de Pinheiros é o endereço de vários lançamentos em função da infraestrutura dos arredores que privilegia o entretenimento e o lazer nas vizinhanças da Vila Madalena, com suas várias opções de diversão; a proximidade da Universidade de São Paulo e de áreas verdes, como o Parque Villa Lobos.

Os empreendimentos em lançamento, na prática, significa o início das vendas do imóvel na planta. Nessa fase do empreendimento, o valor das prestações é menor, o que torna o sonho da casa próprio acessível para muitas pessoas.

Fonte: Investimentos e Notícias – 15/07/2009