Posts com Tag ‘mercado imobiliário’

SÃO PAULO – A facilitação do crédito e o rápido avanço nos preços dos imóveis não criaram uma bolha imobiliária no Brasil, segundo avaliação da coordenadora de estudos de construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo. Para ela, não existe no país um cenário que leve o setor a uma crise, como aconteceu em países desenvolvidos.

“Não vejo espaço para termos uma grande desvalorização nos preços dos imóveis. Para isso acontecer muitas pessoas teriam que colocar suas casas à venda, o que não é provável de acontecer”, diz Ana. Ela argumenta que a inadimplência no setor imobiliário é muito baixa porque a última coisa que as famílias querem perder é sua moradia. Além disso, Ana acredita que a tendência é de aumentos menores nos preços dos imóveis daqui pra frente, com o ritmo de reajustes ficando próximo ao da inflação.

Já no que se refere ao crédito, o que o governo podia fazer para estimular as concessões – baixar juros e ampliar prazos – já está sendo feito, segundo Ana Maria. “Creio que o crédito imobiliário vai crescer 15% neste ano, em relação a 2011. É bastante, mas é a metade do que se previa no início do ano.”

Para a coordenadora, parte significativa da demanda por imóveis foi atendida nos últimos meses, mas ainda há espaço para crescimento. “Uma grande parcela da população está em idade de constituir família. Com a economia melhorando, aumenta a possibilidade de se comprar imóvel. Mas o avanço do setor será a taxas menores.”

 

Fonte: Valor Econômico

O bom momento por que passa o mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos, e em especial o do estado do Rio de Janeiro, pode bem ser comprovado no acompanhamento dos números apresentados pelo Secovi-Rio. A entidade, que comemora 70 anos em 2012, tem um raio x completo de um segmento que reúne mais de 33 mil condomínios, 5.400 administradoras e imobiliárias, gerando 100 mil empregos diretos e R$ 1 bilhão em salários e encargos.

A disparada de preços verificada na cidade, nos últimos anos, em especial em 2010 e 2012, não pode ser atribuída unicamente a escolha do Rio de Janeiro como uma das cidades-sede da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016. Segundo o presidente do Secovi-Rio, Pedro Wahmann, a alta acentuada de preços dos imóveis – mesmo em regiões em que tradicionalmente não se verificava tais saltos – pode ser explicada por uma conjugação de fatores que transformaram o Rio de Janeiro em foco de atenção no País e mesmo no exterior.

“O mercado imobiliário brasileiro e o do Rio, em particular, ficaram estagnados durante anos devido a uma série de injunções. A estabilidade econômica, o controle da inflação, o aumento do emprego e do salário, bem como os grandes projetos de infraestrutura e valorização urbana do Rio valorizaram as unidades, comerciais e residenciais, quer para venda, quer para locação. O que houve, na verdade, foi uma recomposição natural de mercado. Acredito que daqui para frente não veremos a explosão de preços verificada no ano passado, mas tenho certeza que, mesmo mais moderada, essa rentabilidade se manterá”, diz Wahmann.

O presidente do Secovi-Rio diz que a execução de obras, como o da recuperação da área portuária e do centro do Rio, com o projeto Porto Maravilha, a pacificação de comunidades, com a instalação das UPPs, e o andamento de grandes projetos viários – como o da recuperação do transporte ferroviário e a inclusão de novos como o BRT – passaram a valorizar áreas até então desvalorizadas, não só nas zonas Sul e Oeste, como no próprio Centro e na Zona Norte. “O Rio vive um momento virtuoso que atrai grandes empresas até mesmo do exterior devido a projetos como o do pré-sal, responsável pela vinda de empresas e profissionais especializados.”

Fonte: Jornal do Commercio, 01/10/2012

Um novo ano começa e vemos muitas profecias sobre o mercado imobiliário. Talvez o fato de estamos crescendo e atraindo cada vez mais investimentos, faça com que uma série de pessoas muito bem intencionadas mas que, algumas vezes, pouco conhecem do mercado imobiliário, venham dar sua opinião sobre o mesmo.

Neste ponto, e antes de refletir um pouco mais profundamente sobre o futuro do mercado em 2012 (se é que alguém pode verdadeiramente fazê-lo), gostaria de abrir um parênteses: quais são as qualificações para atuar – e falar sobre o mercado imobiliário?

Ha pouco mais de 10 anos, quando comecei a atuar neste mercado, havia uma impressão que o mercado era formado de pessoas que “não deram certo” em outras áreas e como tábua de salvação, buscaram esse mercado.

Devo confessar que sempre tive dificuldade para aceitar isso pois acredito que quando escolhemos fazer algo, nos esforçamos em fazê-lo muito bem feito. Então, me parece inaceitável que alguém não tenha nenhuma opção melhor e resolva vir para um mercado tão dinâmico, agressivo e que remunera tão bem seus vendedores.

Se tínhamos, na época, esse ponto, hoje temos um contraponto que devemos estar atentos: parece que todos agora são especialistas em mercado imobiliário e sabem exatamente o que deve ser feito. Os consultores pipocam por todos os lados. Alguns, como o pessoal da Laguna & Bauler, com muita competência. Outros, infelizmente, querem apenas aproveitar o bom momento que o mercado vive.

Assim, talvez devamos colocar que para falar bem sobre o mercado imobiliário, além de estarmos extremamente antenados com este, entendendo suas reações perante todas as crises que querem nos envolver e suas peculiaridades nacionais, regionais e locais, devemos tentar não advogar em causa própria. O que talvez seja um dos maiores desafios.

Por fim, ninguém é perfeito o bastante para acertar tudo e saber tudo. Por tanto, para entender e falar do mercado imobiliário, é necessário uma grande dose de humildade e vontade de ouvir, discutir e aprender.

Nos últimos anos, atuei nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Piracicaba e vejo que os mercados são tão afetados pelo regionalismo que muitas “verdades absolutas” do mercado em São Paulo, por exemplo, quase nada servem para outras cidades. Por outro lado, o que se imaginava apenas como regras e verdades que valiam para grandes centros, passou a fazer parte de cidades em expansão e com mercados bem menos maduros. Tudo isso sem contar que  o que valia ha um ano atrás pode não valer mais hoje – deixando bons profissionais completamente perdidos.

Por favor, não entenda como uma caça a bruxas. Essa reflexão serve apenas para que coloquemos uma interrogação em tudo o que ouvirmos de previsão sobre o mercado e tentemos analisar se estas valem para onde atuamos e o momento que vivemos.

Eu, por exemplo, gosto muito da análise da Mariana Ferronato (http://www.marketingimob.com/2012/01/tendencias-para-o-marketing-imobiliario.html) e concordo com ela na maioria dos itens, pois apresentam as principais tendências relacionadas ao marketing imobiliário de forma clara e organizada.

Mas chegando a este ponto do texto, você deve se perguntar: afinal onde estão as previsões para o mercado imobiliário em 2012, que foram prometidas lá no topo do texto?”

Algumas coisas nos ajudam a definir como será 2012, mas quero me prender apenas a dica que está exatamente no termo que finaliza o título deste artigo: falso profeta.

Biblicamente, um falso profeta é aquele que queria tanto comunicar aos outros a verdade vinda do coração de Deus, que a inventava ou se deixava levar por influências não divinas. Isso, é óbvio, causava grande confusão e dor. Um verdadeiro profeta, no entanto, cumpria a vontade de Deus em sua vida e passava a ter autoridade para falar os desejos do coração do Pai, que se comunicava através deste.

Mas o que tudo isso tem haver com o mercado imobiliário?

Devo lhe dizer que estamos passando por um momento ímpar no mercado, que não vivemos ha décadas e que é muito mais importante do que passamos em 2010 e 2011. Este é um ano em que o mercado não vai mais caminhar sozinho, mas vai depender de cada um de nós.

A grande profecia está em nossas ações e não em nossas palavras! Acredito que será um ano muito produtivo para o mercado imobiliário, mas o que vamos fazer para que ele realmente o seja?

Será que vamos treinar mais nossos colaboradores e a nós mesmos? Ter consciência na formatação de produtos e preços? Vamos atender o cliente como se fosse a grande compra – ou venda da sua vida? Vamos buscar a nossa responsabilidade em cada negócio feito?

O quanto utilizaremos de nossa capacidade e criatividade em 2012? Como agiremos em relação as crises que podem nos assolar? O que faremos para que nossos clientes fiquem ainda mais satisfeitos? Como faremos tudo isso?

Se você começou a ler este texto procurando respostas, eu te deixo essas perguntas, sabendo termos um ano muito bom para nosso mercado, mas que será bom para todos nós se soubermos aproveita-lo e investir nele.

O futuro está em nossas mãos! FAÇA DE 2012 UM ANO MARAVILHOSO.

FAÇA A SUA PARTE!

Um ótimo 2012.

Ha algum tempo ouço Romeo Busarello, diretor da Tecnisa falar que lá eles tem um “vagabundo”.

A brincadeira se refere ao fato de que outros profissionais da empresa têm a impressão de que o gerente de mídias sociais da empresa, Beto Aloureiro, passa o dia numa boa, apenas navegando no Facebook, Orkut, Twitter e afins.  Fica “sem fazer nada de produtivo” o dia todo.

Talvez este exemplo mostre o quanto as empresas estão despreparadas para as redes sociais, mesmo que entendam a necessidade de estarem presentes e quererem utilizá-las para valorizar suas marcar – e não nos enganemos – vender mais. Mais do que propaganda, uma atuação consciente nas mídias sociais é uma resolução estratégica para as empresas.

Lembro-me de que, quando comecei com a internet, em 1995, a maioria das empresas queria “estar na rede”, mas não sabia nem como, nem o que colocar. Navegar pelos sites das empresas na época era encontrar fotos dos presidentes, catálogos online, bonequinhos animados dizendo que as áreas dos sites estavam em construção e coisas assim.

Foi preciso alguns anos e muito investimento – de tempo e dinheiro – para que as empresas começassem a entender que, mais do que estar na rede, é preciso interagir com quem visita o site. Este novo meio de comunicação impactou diversas áreas das empresas e fez com que a forma como nos comunicamos com os clientes fossem repensadas.

Em 2002/2003 quando comecei com a área de vendas online da Cyrela Incorporadora, ouvia muita coisa do tipo: “ninguém vai comprar imóveis pela internet”. Alguns meses depois vendemos a cobertura de um prédio de alto padrão nos Jardins, em São Paulo, em que o cliente, que morava nos EUA, veio apenas para assinar o contrato.

Hoje, é unanimidade que a grande mídia para o mercado imobiliário é a internet e, mais do que a forma de comunicação predileta dos clientes, é a mais barata para as empresas.

Voltando a falar de mídias sociais, na Frias Neto (imobiliária em que trabalho), fechamos no mês passado uma locação em que o primeiro contato foi pelo Twitter. Mérito da área de marketing da empresa e da corretora online Daniele, que identificaram a necessidade da cliente, fizeram a indicação dos imóveis pelo próprio Twitter e agendaram as visitas. Veja matéria no blog da Frias Neto: http://friasneto.wordpress.com/2011/03/01/frias-neto-usa-midias-sociais-para-atendimento-a-clientes/

O perfil da cliente? Geração Y!

Talvez você até me diga: “Mas é uma pequena fatia da população que pertence a esta geração e, muitas vezes, não tem potencial para compra de imóveis.” O mesmo que se pensava sobre quem acessava a internet há alguns anos e que – podemos notar – estava errado.

De qualquer forma, o impacto das redes sociais nas empresas parece ser irreversível e as que conseguirem transitar nas redes, sem ser invasivo, mas construindo sua marca e oferecendo serviços diferenciados,  estarão sempre um passo à frente do seus concorrentes.

Para finalizar o assunto do “vagabundo” da Tecnisa, veja abaixo um info gráfico interessante, publicado pela Social Cast sobre o dia-a-dia de um profissional especializado na gestão de mídias sociais.


A Frias Neto está buscando uma nova agência de Propaganda, antenada com mídias digitais e marketing online. Veja abaixo o texto publicado no blog da empresa.

Frias Neto inicia Processo de Seleção para Agência de Propaganda e Marketing

Publicado em 20/02/2011 por FriasNeto

A partir de 21 de fevereiro, a Frias Neto Consultoria de Imóveis inicia o processo seletivo para a contratação de uma agência de propaganda e marketing, que prestará serviços de assessoria nas diversas modalidades de comunicação através das mídias impressa, eletrônica e digital.

A comunicação direta e eficaz é um imperativo no mundo atual. O mercado em constante desenvolvimento incorpora cada vez mais as diversas formas de contato com o público, incluindo as mídias digitais como  Youtube, Orkut, Facebook, Twitter, Flickr, LinkedIn, entre outras, resultando na necessidade das empresas estarem preparadas nas diferentes linguagens para atingir diferentes públicos.  A sintonia com todas estas formas de interação é fundamental às organizações que valorizam o relacionamento com os clientes.

Com este perfil, a Frias Neto atua no mercado imobiliário de Piracicaba e Região desde 1989 e sua marca está consolidada junto à população da cidade que, hoje, reconhece o valor dos seus procedimentos éticos no atendimento aos clientes, valorizando todas as partes das negociações, seja ela em venda ou locação.

A Frias Neto se destaca, ainda, pela ênfase ao treinamento dos colaboradores visando o conhecimento técnico de suas funções e, ao mesmo tempo, a  atualização podendo oferecer consultoria coerente com a realidade.

Oswaldo Cambiaghi Netto, Coordenador do Departamento Interno de Marketing, afirma que “Para levar todo esse conceito ao conhecimento do público, além do importante processo de ‘boca a boca’, que envolve a satisfação dos clientes divulgada por eles mesmos, é preciso fazer uma divulgação bem feita, correta e realista dos acontecimentos e dos produtos ofertados”.

Para Netto, “a busca pela agência é uma necessidade para servir de suporte às estratégias da empresa. Precisamos de criatividade, soluções inovadoras, que consigam traduzir em linguagem atraente e clara os serviços oferecidos pela Frias Neto”.

Os interessados em participar do processo de seleção devem retirar o material, que contém as instruções do processo seletivo, junto ao Departamento de Marketing, na sede da empresa situada na Avenida dos Operários, 587, Cidade Jardim, em frente à agência central dos Correios.

Fonte: http://www.friasneto.com.br/blog

Fonte: O Estado de São Paulo

O crédito imobiliário cresceu substancialmente neste ano e continuará se expandindo pelo menos até o primeiro trimestre de 2011, segundo o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. Falta saber se continuarão atuando, com a mesma força, as condições que têm favorecido os compradores de imóveis, como o aumento da renda real e do poder de compra dos salários.

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, segundo reportagem do jornal Valor, passou de R$ 90,2 bilhões, em 2005, para R$ 137 bilhões, em 2009, e está estimado em R$ 152 bilhões neste ano. Nas mesmas datas, o volume de financiamentos aumentou de R$ 8,9 bilhões para R$ 47,05 bilhões – e já atingiu R$ 47,69 bilhões até o início de setembro, segundo dados do Sinduscon e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Como notou Rabi, “diferentemente de outras modalidades, como o cartão de crédito, o financiamento imobiliário trabalha com prazos muito longos, de até 30 anos, e juros relativamente baixos, de 12% ao ano, pontos que contribuem para estimular sua expansão futura”. Além disso, a inadimplência superior a 90 dias é de apenas 1,5%.

As projeções – grandiosas – da Fundação Getúlio Vargas e da consultoria Ernst & Young indicam que 37 milhões de moradias deverão ser construídas entre 2007 e 2030, uma média de 1,6 milhão por ano. Mais novas famílias demandarão casa própria. O número de famílias deverá crescer em razão do aumento da idade média da população – de 32,5 anos, em 2017, para 36 anos, em 2030. Até 2017 o setor será estimulado pelas famílias de baixa renda e, a seguir, pela classe média.

Não apenas as operações com lastro no FGTS, gerido pela CEF, cresceram, mas também os empréstimos com base nas cadernetas, chegando perto das 400 mil unidades nos últimos quatro trimestres, 30% mais do que as 300 mil de 2009. A poupança já financia cerca de 40 mil imóveis por mês. A CEF, que usa o FGTS e as cadernetas, financiou 5.340 imóveis por dia em setembro.

As perspectivas são promissoras, mas poderão ser afetadas pelo aumento da inflação e seus efeitos negativos sobre a renda e o poder aquisitivo dos trabalhadores. Depois da fartura de crédito deste ano, talvez seja necessário reduzir um pouco o ritmo, em 2011, o que favoreceria o reequilíbrio fiscal. Um pequeno ajuste na demanda parece mais recomendável do que induzir os mutuários à euforia e, depois, arriscar um aumento da inadimplência.

Fonte:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101116/not_imp640511,0.php

“O mundo passa por grandes mudanças”. Esta frase pode servir para qualquer país, em qualquer época de sua história, afinal sempre há mudanças e elas sempre existirão. Pesquisando a história de civilizações como a hebraica, romana e grega, vemos que nos campos econômico, social e político todas viveram transformações e momentos de turbulência e abundância.

Se as mudanças são realidade, talvez o grande fator que diferem as mudanças atuais das de alguns séculos, décadas ou mesmo anos, é a velocidade em que acontecem. A sensação é que são rápidas, de grandes proporções e ininterruptas. Inevitavelmente temos problemas para acompanhá-las.

A cultura organizacional das empresas não poderia deixar de ser atingida por esse tsunami de forma constante e impactante, não deixando que administradores descansem sem ler e reler tendências e desdobramentos internos das mesmas, muitas vezes sem ter a menor idéia do que fazer.

A Internet, com a mudança na forma como a comunicação se propaga, foi um dos vetores dessa transformação, atingindo diversas áreas, mas principalmente a de vendas – entendida como o coração da empresa.

Até por conta de todas essas mudanças, diferente do que ocorria há alguns anos, hoje, o papel da força de vendas é muito mais amplo. Além de todo o conhecimento da cultura organizacional, dos produtos e das estratégias e planejamento de vendas, é responsável pela análise de possibilidades e troca informações diretamente com a área de marketing.

Essas trocas têm que ser cada vez mais constantes e com muita sinergia. É importante que a força de vendas dê feedback imediato e participe das estratégias de busca de novos mercados, posicionamento de produtos e marcas, gestão de carteiras, CRM e fidelização de clientes.

O gestor de vendas, antes visto como um cobrador de resultados, se torna cada vez mais um estrategista, preocupado não só como o resultado numérico das vendas e alcance das metas, mas com o crescimento sustentável de toda operação, acompanhamento de concorrentes, desenvolvimento da equipe e formação de novos líderes.

Muito além do objetivo principal – a venda – a Força de Vendas hoje é peça estratégica e um dos ativos mais importantes da empresa, pois a energia gasta na formação de uma equipe coesa, bem treinada, responsável, que tenha metas bem definidas, conheça bem a empresa e os produtos e que busque o crescimento constante é tamanha que nenhuma empresa consegue se dar ao luxo de perdê-la – ao mesmo tempo que esta tem que estar sempre em desenvolvimento.

Cada equipe é única, já que as experiências e formações das pessoas são diversas e esta só consegue realmente se tornar equipe quando conseguimos harmonizar tudo isso, focando os resultados e agindo dentro da cultura organizacional.

Talvez por sua característica orgânica, seja tão difícil replicar ou copiar equipes de vendas e formas de atuação.

Quanto a pergunta título deste texto, algumas equipes de vendas responderiam “5 limões”, outras que “depende do tipo do limão que o cliente prefere”, outras definiriam as quantidades por tamanho e tipo e as mais rápidas diriam “ não importa, tenho um pó de limão que basta misturar na água e ainda é mais fácil de transportar e guardar”.

Qual a resposta certa? Todas! Por isso as equipes são únicas, difíceis de copiar e de suma importância para as empresas.

Marco Marcelino (http://www.meadiciona.com/marcomarcelino)

 

A maior cidade do país está cada vez mais caótica. Apesar de ainda ser a cidade das oportunidades, o melhor lugar para se trabalhar e estudar (segundo diversas publicações), a cidade não suporta mais seu próprio crescimento.

O carro chefe do desenvolvimento dos últimos anos – o mercado imobiliário, começa a sentir esse problema, já que não temos mais terrenos “bons” para novos lançamentos. A alternativa tem sido comprar vários imóveis, derruba-los e “fazer” um terreno para nova incorporação.

Este cenário fortalece a busca de construtoras pelo interior do estado. No caso de Piracicaba, já vemos lançamentos da Rossi Residencial, Cyrela e Alphaville (loteamentos), além, é claro, das construtoras locais.

Quanto ao mercado de Piracicaba, nada mais justo, já que o aquecimento é grande. Em agosto deste ano, a Frias Neto vendeu mais de 100 apartamentos de um lançamento em apenas 2 horas e meia, no pré-lançamento, praticamente sem nenhum anúncio, apenas atendendo a clientes da própria imobiliária e da prospecção realizada. Performance próxima dos melhores lançamentos do Rio de Janeiro e São Paulo.

Outros lançamentos do semestre seguiram a mesma tendência, tendo grande porcentagem vendida ainda no trabalho inicial, antes dos anúncios de jornais.

Isso é o que todos (Incorporadores, imobiliária, investidores e clientes) precisam. A velocidade de vendas gera a certeza de que o planejamento e desenvolvimento do produto foram feitos com acertividade.

O que vemos é que sempre que há uma maior participação, desde a venda do terreno e formatação do produto, de uma imobiliária que realmente conhece o mercado, os resultados de venda são melhores.

Para saber mais sobre a situação da cidade de São Paulo, veja matéria da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/825888-capital-perde-participacao-e-responde-por-metade-dos-lancamentos-de-imoveis-na-gsp.shtml

Para saber mais sobre lançamentos em Piracicaba, acesse:  http://www.friasneto.com.br

Muito se fala sobre inovação, colaboração e a necessidade de estarmos atentos às mudanças. Em um mundo louco e ágil como o nosso, será que isso é realmente possível?

Talvez um modo de analisarmos a necessidade de colaboração é imaginarmos o quanto podemos fazer sozinhos. Quanto você consegue assimilar de tudo o que vê? Quantos clientes você consegue atender com total atenção e disponibilidade? Quanto dos produtos que vende você consegue ter total conhecimento? Você consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo?

Parece até brincadeira, mas muitos profissionais pensam – ou agem como super-heróis e acabam tendo uma performance abaixo do que poderiam ter. Ficam isolados, olhando para seu próprio umbigo e imaginando que o mundo conspira contra eles.

Infelizmente, a colaboração na área de vendas é um tabu – que precisa ser quebrado. Falando especificamente do mercado imobiliário, em que os ganhos individuais são altos, parece que a dificuldade é maior ainda. Vemos muitas equipes em que a competição beira o canibalismo, o que acaba criando profissionais extremamente individualistas e equipes sem sinergia.

Enquanto algumas áreas, como a de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e conhecimento quebraram paradigmas e se abriram para o mundo, aproveitando principalmente as ferramentas de colaboração on-line, outras, salvo raras exceções, teimam em querer continuar atuando como a 20 anos atrás.

“Mas isso é entregar o ouro para o bandido” – alguns dizem. Mas será que, aprimorando as estratégias em conjunto, não teremos como diferencial a execução e desenvolvimento destas estratégias? Não seria muito mais produtivo?

Quando foi a última reunião de vendas que você participou em que todos falaram o que pensavam, deram opiniões e idéias sem pensar no proveito próprio e repartiram estratégias que ajudaram o grupo como um todo?

Felizmente já participei de algumas reuniões desse tipo e posso dizer: quando um mais um é mais do que apenas dois, o comprometimento cresce e os clientes se multiplicam. Empresas, colaboradores e gestores ganham e o lucro cresce.

Duvida? Basta ter coragem de provar!

Marco Marcelino

Sempre considerei que a venda é um jogo de estratégia, onde temos que assumir uma posição e nos arriscar por ela.

Tanto uma venda mais emocional como uma venda técnica passam por esse crivo, já que temos, em algum momento, que identificar que a venda é emocional e valorizar esse tipo atitude do cliente. Ou temos que trabalhar as questões técnicas para que este possa se sentir mais atendido

De qualquer forma, algumas dicas são muito importantes:

1)      sempre tente entender o ponto de vista de quem está comprando: isso faz com que você comece a perceber a velocidade e a necessidade da compra, suas razões, suas limitações e a forma com que temos que trabalhar o cliente;

2)      se você está com o cliente nas suas mãos, busque os produtos que ele necessita.

3)      se você está com um produto para vender, pense onde pode conseguir clientes que valorizem esse produto. Cuidado para não tentar vender curral para avestruz;

4)      seja diferente, aja diferente, faça diferente – e melhor que os outros;

5)      seja uma pessoa positiva e feliz. Ai, metade do caminho já estará conquistado;

Parece simples, mas cada vez mais vejo que as pessoas não fazem esses exercícios.

A indústria da construção – civil e pesada – parece passar ao largo da crise. Projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que reúne 62 entidades empresariais, indicam que o setor deverá crescer 3% em 2009 sobre 2008. O setor de habitação é um dos pilares desse crescimento e o aumento da oferta de crédito imobiliário é um dos impulsionadores dessa expansão, explica Paulo Safady Simão, presidente da CBIC. “Dois fundos criados nos anos 1960, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), salvaram o Brasil na hora da crise, com injeções de bilhões de reais”, afirma.

O crescimento do setor pelo mercado imobiliário se deu com maior força, segundo o empresário, a partir de 2004, com o novo marco regulatório para a indústria de construção – “algo fundamental para dar estabilidade e tranquilidade ao setor”, diz. E atingiu o auge em 2008, com o crédito imobiliário chegando ao patamar de R$ 30 bilhões, com recursos do SBPE, e R$ 10,49 bilhões, do FGTS. Para 2009, os níveis devem se manter nas mesmas faixas, R$ 30 bilhões do SBPE e R$ 15 bilhões do FGTS, indicam projeções do Banco Central, Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e Caixa Econômica Federal.

Esses números, contudo, ainda estão muito aquém dos valores exigidos para o país suprir o elevado déficit habitacional urbano, segundo a CBIC. O último número apurado pelo Pnad/IBGE e Fundação João Pinheiro, relativo a 2007, mostra um déficit total (urbano e rural) de 6,273 milhões de domicílios.

Um projeto que promete contribuir para reduzir esse déficit é o programa “Minha casa, minha vida”, avalia Simão. Só em Minas Gerais, nos primeiros oito meses deste ano, a Caixa Econômica Federal realizou financiamentos da ordem de R$ 3,1 bilhões, superando a meta estabelecida para todo o ano. É um programa de sucesso que gera efeitos positivos na construção civil, ressalta. “Cerca de 50 mil unidades habitacionais já foram contratadas no país”, informa.

A previsão do programa, lançado no início deste ano, é construir 1 milhão de moradias populares , num prazo de 15 anos.

Os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014, de acordo com o presidente da CBIC, também indicam boas perspectivas de crescimento da indústria de construção. As estimativas são de que as aplicações em infraestrutura e estádios para a realização do evento ultrapassem R$ 85 bilhões.

Fonte: Valor Online

As vendas de imóveis residenciais usados em São Paulo cresceram 18,4% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento da Lello, empresa paulista de administração imobiliária no Estado responsável por 1.200 condomínios residenciais e comerciais.

Os imóveis com valores entre R$ 150 mil e R$ 300 mil foram os mais procurados, representando 64,3% do total comercializado pela administradora nos sete primeiros meses do ano. As demais unidades com preço acima de R$ 300 mil responderam por 25,6% da vendas. Somente 10% das vendas foram de lotes no valor de até R$ 150 mil, comercializados pela empresa no Litoral Norte.

Os apartamentos respondem pela maioria dos negócios vendidos (61,7%), seguido pelas casas (25,2%) e terrenos (13,1%). A procura foi aquecida em todas as regiões do centro expandido de São Paulo, com destaque para Tatuapé, Mooca e Santana.

“Neste ano observamos que muitas pessoas compraram imóveis como opção de investimento, uma vez que houve queda na rentabilidade dos fundos de renda fixa, além da turbulência do mercado de capitais”, afirma Roseli Hernandes, gerente Locação e Vendas da Lello Imóveis.

Fonte: eBand – 22/09/2009

Nos próximos 30 dias, 13 mil imóveis devem ser construídos na região metropolitana de São Paulo, em municípios com mais de 50 mil habitantes, incluindo a capital. As moradias populares poderão ser financiadas pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, por famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395). As cidades ainda não foram divulgadas.

O acordo que vai viabilizar as obras foi assinado ontem entre a Secretaria de Estado da Habitação e a Caixa Econômica Federal. Nesse caso, os governos federal e estadual entram com um subsídio para permitir os descontos concedidos aos mutuários.

De acordo com o governo estadual, os imóveis –que poderão ser apartamentos ou casas– deverão ter três dormitórios, aquecimento solar, revestimento com pisos de cerâmica e azulejos, além de pé direito de 2,60 metros.

O tamanho ainda não foi anunciado, mas poderá ficar entre 44 m2 e 64 m2 –tamanho médio dos imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

Se forem essas as metragens previstas pelo governo do Estado, as unidades poderão ficar maiores do que as previstas no Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem renda de até três salários mínimos, entram no programa moradias térreas, de 35 m2, ou apartamentos, de 42 m2, com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

As famílias serão selecionadas por meio dos cadastros dos programas de moradia popular das prefeituras. Segundo a Habitação, normalmente, os mutuários começam a ser chamados quando as moradias estão 80% terminadas. Ainda não há uma previsão de quanto tempo as obras levarão para ficarem prontas.

Há construções da CDHU que demoram de 15 a 18 meses.
Segundo as regras do programa Minha Casa, Minha Vida, o imóvel poderá ser financiado por até dez anos, com prestação mínima de R$ 50. Poderão ser comprometidos até 10% da renda familiar.

A correção será anual, pela TR (Taxa Referencial), que, no ano passado, ficou em 1,6%. O financiamento é feito por meio da Caixa Econômica.
O último balanço da instituição, do dia 11, aponta que, no país, desde o início do programa, foram enviadas 1.734 propostas de empreendimentos, com 332.180 unidades. Desse total, 292 foram aprovados, gerando um total de 55.606 unidades, no valor de R$ 3,44 bilhões.

Fonte: Folha Online

Banco pretende ampliar em R$ 60 bilhões o volume de crédito para pessoa física e jurídica

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, projeta volume de crédito para pessoa física e jurídica em R$ 60 bilhões em 2009, um crescimento de mais de 30% em relação a 2008. Para pessoa jurídica, o crescimento do crédito deve ser muito maior, estimou. O vice-presidente para a área de pessoa jurídica, Carlos Antonio de Brito, calcula que o crescimento em 2009 será de cerca de 100% em relação ao ano anterior.
 
No crédito imobiliário, a executiva reiterou, em Nova York, a expectativa de a CEF fechar 2009 com um volume de crédito imobiliário de R$ 39 bilhões, ante R$ 23 bilhões do ano anterior. No ano, até o dia 31 de agosto, Coelho calcula que foram investidos R$ 27 bilhões em novas unidades, consórcio imobiliário e material de construção.

“Já contratamos 509 mil operações na área imobiliária, sendo que 306 mil são novas unidades”, ponderou. A meta da CEF é contratar 400 mil novas unidades neste ano e mais 400 mil em 2010, também no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida.

No primeiro semestre, o credito imobiliário cresceu 90% em comparação ao mesmo período de 2008. Na avaliação da presidente, a CEF continuou concedendo financiamento na primeira metade do ano, mesmo com a recessão, “dotando o mercado de crédito”, em oposição ao posicionamento dos bancos privados, citou. “A CEF manteve a confiança nos fundamentos econômicos do Pais”, afirmou para a plateia.

 Fonte:Agência Estado

A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, quase não consegue parar para dar entrevista depois de sua apresentação no Brazil Real Estate Conference, em Nova York. Investidores estrangeiros e executivos brasileiros, com os seus cartões em mãos para se apresentar à executiva, queriam tirar mais dúvidas sobre o plano ou simplesmente cumprimentar o seu trabalho à frente da instituição.

Depois de atender cordialmente a cada um deles, senta-se para falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, plataforma política importante do atual governo, costurada por Maria Fernanda e a ministra Dilma Roussef com 11 das maiores empresas do setor. Procura ser precisa nos números e o que não tem de cabeça providencia rapidamente via e-mail pelo seu blackberry. A CEF tem 329.836 unidades em análise, que representam 1726 empreendimentos. Desse total, 54 mil unidades já foram aprovadas (285 empreendimentos). A meta do governo é aprovar 400 mil unidades este ano e outras 400 mil em 2010 do total de 1 milhão de casas anunciado pelo programa. “33% da meta já está em análise dentro da Caixa”, diz Maria Fernanda.

A cobrança dentro e fora de “casa” é grande. A maior dúvida que o setor e os investidores têm hoje diz respeito à capacidade de colocar o programa em prática. “Esse é, sem dúvida, nosso maior desafio”, diz a presidente da Caixa. “A ministra nos pede capacidade de resposta.”

Para conseguir dar agilidade às aprovações, segundo Maria Fernanda, além de ter reduzido a burocracia de mais de 200 itens para cerca de 50, contratou 300 novos engenheiros e arquitetos desde o começo do ano. A Caixa também trabalha com cerca de duas mil empresas terceirizadas que auxiliam no trabalho de aprovação. Mas e o risco de formar uma carteira de crédito deficiente que será carregada por até 30 anos? “Simplificamos o processo, mas não alteramos o nível de avaliação de risco”, diz. “Nossa taxa de inadimplência está estável na casa de 2% e o rating de crédito da Caixa melhorou no último ano “, completa. A avaliação mais alta (AA-B) , que representava 61,4% em junho de 2008 passou para 67% em junho de 2009.
Embora a CEF seja o maior agente de crédito imobiliário no país, com 72,4% do total concedido, Maria Fernanda defende a entrada de outras instituições no programa Minha Casa, Minha Vida. O Banco do Brasil já anunciou que vai aderir, mas os bancos privados ainda não deram qualquer sinalização até porque o gestor dos recursos do FGTS é a Caixa.

O banco tem procurado fazer parcerias com as grandes empresas. Criou a figura do correspondente bancário, no qual a construtora pode adiantar boa parte do processo burocrático e só passa para a CEF a aprovação do crédito. Recentemente, abriu uma plataforma de atendimento especial para as grandes empresas e passou a centralizar o processo de aprovação das que atuam em vários estados.

Uma das críticas das construtoras em relação à Caixa está relacionada à avaliação dos imóveis – que costumavam ser subavaliados segundo as empresas. “Agora a discussão da avaliação do imóvel é feita por cada unidade da federação, que considera todos os aspectos daquela região.”
Até o fim de agosto, o volume de crédito imobiliário da CEF foi de R$ 26 bilhões, mais do que o total concedido no ano passado inteiro, quando o banco financiou R$ 23 bilhões. No primeiro semestre, houve aumento de 90% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Durante a crise, segundo a exposição feita por Maria Fernanda, a Caixa aumentou a concessão de crédito imobiliário em 51,2%, enquanto os outros bancos reduziram em 18,2%.

Fonte:Valor Online

Com a queda nas vendas de imóveis novos residenciais e na quantidade de lançamentos, o número de unidades em estoque na capital paulista é o menor de toda a série histórica da pesquisa do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo, considerando a nova metodologia iniciada em 2004.
De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, em julho havia 12.473 imóveis em oferta, 24,1% a menos do que no mesmo mês do ano passado e 37,7% inferior à quantidade contabilizada em dezembro. Com o agravamento da crise econômica, o ritmo de venda despencou, levando as construtoras a diminuírem os lançamentos para desovar os estoques.
Em outubro, apenas 4,9% dos imóveis à venda foram comercializados, com ligeira alta em novembro (8,4%) e dezembro (7,7%). As vendas vem se recuperando e, em julho, esse índice ficou em 14,4%, um pouco acima da meta para o ano (13,1%).
“Houve empresas que decidiram dar uma parada nos projetos, suspender a negociação de terrenos”, disse o presidente do Secovi-SP, João Crestana, ressaltando que a mudança de decisão do consumidor, de comprar ou esperar mais um pouco para adquirir uma moradia, é mais rápida do que dos empresários de retomar a produção.
Preços

Para ele, o estoque em um nível tão baixo não vai inflacionar o valor dos imóveis que estão no mercado. “O aumento é limitado pelos salários e estamos nos voltando agora para uma camada nova da população”, afirmou, referindo-se ao público que pode ser beneficiado pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, que atende famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650) e imóveis de até R$ 130 mil.

“Historicamente, os preços têm acompanhado a inflação, com aumento médio de dois, três, quatro pontos percentuais acima disso”, completou, ressaltando que pode haver diferenças pontuais em alguns bairros onde o mercado está mais aquecido.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre o Patrimônio), a quantidade de lançamentos no acumulado de janeiro a julho deste ano (9.753 unidades) apresenta queda de 50,6% ante o número de moradias posta à venda em igual intervalo no ano passado. Já a venda (16.460 moradias) registra retração de 24,4% no mesmo confronto.
Na avaliação de Crestana, no entanto, o mercado deve se recuperar no decorrer deste semestre. A previsão do Secovi-SP é terminar o ano com 25 mil unidades residenciais lançadas, contra 34 mil em 2008. Para a comercialização, a projeção é vender 32 mil, alcançando o patamar do ano anterior.
Salão Imobiliário

 Entre os dias 24 e 27 deste mês, cerca de 100 mil imóveis estarão à venda no Salão Imobiliário de São Paulo, que será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi e engloba ofertas em todo o país. Desse total, 48% se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida, com valores a partir de R$ 52 mil.

De acordo com Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora do evento, são esperados 50 mil visitantes e 22 mil pessoas já se cadastraram no site para participar do evento, o dobro do ano passado. “Isso demonstra uma tendência do consumidor exercer o poder de compra.”

O setor imobiliário brasileiro foi um dos primeiros a cortar nesta crise. Foram cancelados R$ 2,1 bilhões em lançamento de imóveis entre meados de setembro e o fim de dezembro. Isso porque o crédito para construção de apartamentos e escritórios desapareceu no auge da crise. Mas o mercado começa a dar sinais de melhora.

Segundo pesquisa da Fator Corretora, com base nos balanços das empresas, os lançamentos cresceram 95% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano. Elas colocaram na praça R$ 3,8 bilhões em novos projetos.

O problema é que o mercado cresce a partir de uma base pequena. Isso fica claro quando avaliamos os resultados do primeiro semestre. Houve queda de 58% frente ao mesmo período de 2008.

O analista Eduardo Silveira, da Fator, prevê um futuro melhor no curto prazo. Ele explica que o novo ritmo de crescimento permite ao setor zerar seus estoques de imóveis em 12 meses. No primeiro trimestre, isso ocorreria em 18 meses. Os lançamentos tendem, portanto, a ser intensificados.

— O consumidor está mais confiante, o crédito retornou e o programa Minha Casa Minha Vida contribui para acelerar a retomada do setor nos últimos meses. Esses fatores também vão ajudar na melhora daqui para frente — afirma Silveira.

Caso esteja comprando seu primeiro imóvel, é extremamente aconselhável que você seja assistido por um corretor de imóveis. Ele é um profissional capacitado para saber se o imóvel em vista está ou não desembaraçado legalmente, além de assisti-lo durante e após a conclusão do negócio, quando a escritura será passada para o seu nome.

Além do auxílio profissional, outros cuidados são importantes. Depois de encontrar o imóvel dos seus sonhos, visite-o várias vezes. Pelo menos uma vez à noite e outra durante o dia, de preferência, acompanhado de sua família. Procure saber como é a insolação do imóvel, isso define se o imóvel é quente ou frio.

Veja se há marcas de água na parede dos muros externos da casa. Esse pode ser um indicativo de que há alagamento na rua. Ande a pé pelas ruas próximas para conhecer a vizinhança. Veja se há vizinhos indesejáveis tais como favelas, cortiços, pontos de prostituição ou até se há feiras livres. Estes são fatores de desvalorização do imóvel.

Procure saber se o preço pedido pelo proprietário está dentro do valor de mercado (seu corretor de imóveis pode ajudá-lo nesta tarefa). Desconfie de valores muito abaixo do mercado. Eles costumam esconder graves problemas. Não aceite preços acima dos de mercado, afinal, há outros bons negócios espalhados pela vizinhança.

Na hora da compra, não olhe somente para o valor do imóvel, olhe também para sua qualidade de vida. Se puder, opte por um imóvel próximo do seu trabalho. Às vezes um imóvel mais caro próximo do seu trabalho poder ser um melhor negócio que um barato longe, pois você não terá despesas de transporte, ou se tiver, serão menores.

Caso a compra seja para uma aplicação financeira, além dos cuidados acima, você deve também fazer cálculos. É aconselhável que você compre um imóvel que proporcione um rendimento igual ou maior que os proporcionados por outros ativos disponíveis no mercado. Tenha em mente que a poupança e a renda fixa rendem em média de 0,6% a 0,75% ao mês, portanto, o seu rendimento de aluguel, deve ser superior a estes valores, caso contrário, é melhor você deixar seu dinheiro aplicado em um ativo com maior liquidez.

Para se saber qual é o índice de retorno que sua compra tende a dar, divida o valor do aluguel pelo valor de compra do imóvel. Multiplique este valor por 100 e você terá o índice de retorno. Por exemplo, um imóvel de R$ 45.000,00 alugado por R$ 500,00. Temos 500/45.000 = 0,01111, então 0,01111 x 100 = 1,11. Índice maior que as principais aplicações de mercado, por isso, é um bom negócio.

Não compre o primeiro imóvel que o agradar. Conheça outros imóveis. Analise as várias alternativas. Pese os prós e os contras de cada um deles. Consulte o seu corretor e também a sua família. Só depois de estar seguro de estar fazendo o melhor negócio, tome a decisão final.

A análise fria de todas as alternativas é a garantia de bons negócios, seja ele a compra de um imóvel, de um carro ou de qualquer outro bem de menor valor. Evite fechar negócios durante o período de empolgação. Pense da seguinte forma: se tiver que ser seu, será, não importa quanto tempo demore.

Boa sorte e bons negócios.

Emerson Castello Branco Simenes – CBS Consultoria Finaceira

Fonte: Administradores.com.br – 08/09/2009


SÃO PAULO – A rede mundial de computadores sempre foi vista como uma forma de facilitar a vida das pessoas, tanto no âmbito da comunicação quanto no do entretenimento e dos negócios. O mercado imobiliário não deixa por menos e também está representado no mundo virtual. E as oportunidades são grandes, segundo o diretor do site de leilões on-line Superimóvel, Gabriel Pupo Nogueira. “Algumas pessoas chegam a arrematar imóveis por valores 30% abaixo dos de mercado”, afirma.

Essas oportunidades de compra não são exclusivas de imóveis afastados da região metropolitana. Imóveis nas capitais, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, têm uma maior liquidez e grande procura, o que deixa os preços próximos, ou até superiores, aos do mercado. “Mas, em média, os arremates são entre 15% e 20% abaixo dos preços de mercado”, garante.

Para o sócio diretor do site Sold Leilões Online, Henry Zylberstajn, os interessados têm muita comodidade. “Não há necessidade de acompanhar o leilão, que acontece em tempo real. Ou seja, a participação pode ser presencial ou virtual.”

Figuram na carteira de vendedores atuais do Superimóvel Banco Nacional, Vivo, e Gafisa. Por sua vez, o Sold, braço de representação comercial on-line do Grupo Zukerman Leilões, que também atua em leilões de outros bens, está apregoando imóveis da Oi e do Banco PanAmericano. Zylberstajn ressalta que muitos imóveis que vão a pregão têm origem de alienação fiduciária, uma lei que garante ao credor recolher o imóvel em caso de inadimplência e colocá-lo para arremate em leilões.

O proprietário da empresa de eventos imobiliários Taurus Marketing, Daniel Rosenthal, é um caçador de preços baixos e gosta dos leilões on-line. “Gosto das facilidades e das oportunidades. O interessante é que eu sou de Piracicaba, moro em São Paulo e comprei um imóvel em Piracicaba, sem precisar ir ao local.”

É a primeira vez que Rosenthal adquire um imóvel por um leilão on-line. Ele lembra que participava de vários leilões presenciais, nos quais é necessário aguardar o anuncio do lote de interesse, mesmo que esse seja o centésimo lote do dia. “Com o on-line não é necessário perder tempo esperando o arremate de vários lotes.”

Para participar dos pregões é necessário um cadastramento completo e a avaliação do nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa. No fim do pregão, são gerados relatórios com os dados da disputa. “É uma maneira de auxiliar tanto os vendedores quanto os compradores, para fins de auditoria”, destaca Nogueira.

Agilizando processos

A Noxx Imobiliária Inteligente criou um sistema de mapeamento de todos os imóveis com mais de três pavimentos, em 10 bairros de São Paulo. Segundo o diretor da Noxx, Hermínio José Bonaldi Júnior, a ferramenta Proxx funciona como um buscador dos imóveis da região pesquisada, mas com um banco de dados completo sobre o imóvel. “O sistema garante a qualidade de atendimento aos clientes. Nem todos os corretores têm conhecimento pleno das regiões”, diz.

Fonte: DCI – 28/08/2009

Fonte:Brasília em Tempo Real 

 

No Distrito Federal, como no resto do Brasil, a maior demanda por moradia é das pessoas de baixa renda. Famílias que recebem até três salários mínimos (R$ 1.395) são as que mais têm dificuldade em adquirir a casa própria e, portanto, vivem como podem: pagando aluguel, morando de favor ou até invadindo área pública. O Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, foi lançado neste ano com a meta de atender principalmente esse público. Mas, segundo empresários do setor da construção civil, as condições estabelecidas inviabilizam as obras de imóveis para a população mais carente, tanto aqui quanto no Entorno. Por isso, das 12 propostas do DF em análise pela Caixa Econômica Federal – o banco financiador da iniciativa -, só quatro se destinam a quem tem renda familiar de até três salários mínimos.

Os empresários se queixam que o valor repassado pela União para subsidiar a construção de casas e apartamentos não é compatível com o preço de mercado dos terrenos e do que seria gasto em infraestrutura nas localidades. Pelas regras do programa, o empreendedor é o responsável pela aquisição dos lotes, pela construção dos imóveis e, caso necessário, pelas obras de rede de água e esgoto, asfalto e outras benfeitorias públicas. “O repasse do governo federal não viabiliza tudo o que precisa ser feito”, reclama o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon), Elson Póvoa. Segundo ele, os empreendimentos para o público de até três salários mínimos não decolam no DF porque a verba definida na tabela do programa é insuficiente.

“São R$ 52 mil para construir o apartamento e R$ 48 mil para a casa, mas os terrenos são supervalorizados e a infraestrutura, cara”, critica Póvoa. Inicialmente, o Entorno estava enquadrado no patamar do DF, mas foi transferido para os estados a que pertencem os municípios, como Goiás e Minas Gerais. Portanto, para construir em regiões próximas ao DF, os empresários receberão até R$ 42 mil. A coordenadora nacional do Minha Casa, Minha Vida, Marta Garske, informa que o valor não será mais modificado.

Doação de terrenos
Especializada em empreendimentos para a baixa renda, a construtora Apex está erguendo dois edifícios em Samambaia para o público de três a seis salários mínimos. As unidades custam de R$ 75 mil a R$ 112 mil. O diretor-executivo da empresa, Eduardo Almeida, diz que só há como participar do Minha Casa, Minha Vida atendendo a classe mais carente se o Governo do Distrito Federal (GDF) doar as projeções. “Os terrenos daqui são muito caros e os do Entorno têm problemas com hipoteca, de regularização ou infraestrutura”, explica.

Para o diretor-geral da JC Gontijo, Rodrigo Nogueiro, o programa federal está fora da realidade. “O custo de construção de um imóvel para família com renda até três mínimos é basicamente igual ao de outros segmentos do mercado. O repasse não compensa”. A JC Gontijo investe em apartamentos em Valparaíso (GO) para quem tem renda de sete a 12 salários mínimos.

Nascida e criada no Gama, a auxiliar de serviços gerais Alzenira dos Santos, 37 anos, está inscrita no cadastro da Companhia de Desenvolvimento Habitacional no DF (Codhab) há mais de 10 anos. Com salário de R$ 465, ela paga R$ 250 de aluguel e o restante tenta administrar para viver e criar o filho de 18 anos. “A minha esperança é ganhar o lote. Tenho que acreditar no Minha Casa, Minha Vida ou em qualquer programa, porque não tenho outra saída”, conta.

Promessa de imóveis
O déficit habitacional no DF é de 120 mil moradias. O presidente da Codhab, José Luiz Naves, garante que apartamentos e casas subsidiados pelo Minha Casa, Minha Vida serão construídos no DF e que 40% deles estarão voltados para pessoas com renda familiar de até três salários mínimos. “O governo local vai entrar com a terra, a demanda e a infraestrutura”. Segundo Naves, o GDF já destinou áreas em São Sebastião (Setor Crixá), na expansão de Santa Maria (QRs 117 e 118) e no Recanto das Emas para as obras de 6,4 mil imóveis para a faixa mais popular.

Os empreendimentos destinados a famílias que recebem até R$ 1.395 serão financiados aos cadastrados na Codhab. Hoje, na lista de espera que foi reaberta no último dia 1º, existem 105 mil inscritos. O cadastro antigo continha 92 mil nomes que serão checados e cruzados com o banco de dados de outros órgãos do DF. A expectativa é que o número de registros caia em 40%, devido a informações erradas e falsas.

Também está prevista a liberação de áreas para a população que ganha até 10 salários: o Setor Mangueiral, em São Sebastião, comportará 8 mil unidades para esse público e o Porto Pilar, em Santa Maria, terá 6 mil habitações.

Pré-requisitos
Para se inscrever na Codhab, o interessado precisa viver há cinco anos no DF, não ter imóvel no próprio nome, ganhar até 12 salários mínimos, entre outros critérios. Informações:www.codhab.df.gov.br. A lista de inscritos está no site.